No programa de hoje, A Liga mostrou um pouco da vida de travestis e transexuais.
Achei meio superficial o conteudo em si, com excessão da entrevista da professora Brenda, transexual paranaense. Ao relatar suas vivencias, sua tragetória e transformação, a dificuldade de realizar a operação e a convivência respeitosa com seus alunos e colegas professores, mostrou muito do que é ser transexual, em vários âmbitos e ângulos da vida e sociedade. O amor de sua familia e principalmente de sua mãe, expressada na fala de uma senhora que ama sua filha independente de sexo, gênero ou orientação sexual, mas respeitando e amando o SER ao qual ela deu a vida.
As falas de Jean Wyllys enriqueceram grandemente a matéria, uma vez que fala com propriedade e profundo respeito e conhecimento sobre sexualidade, homossexualidade e transexualidade. Esclarecer as diferenças entre sexo (expressão biológica) gênero (com o qual eu me identifo ou epresso seja masculino ou feminino) e orientação sexual (para onde meu desejo se orienta, independente de meu sexo biológico e da identidade de gênero) creio que foi uma contribuição super importante do deputado do PSOL.
A transexual Joice [que na matéria aparece com a descrição "travesti], e após 4 anos operada se prostitui também mostra uma parte oculta, mas também importante da população de transexuais. Penso ser uma parte importante pelo fato de existirem muitas transexuais profissionais do sexo, mas esse tabu as obriga a inventar profissões como cabeleireiras, empresárias, etc, até para não serem impossibilitadas de operar. De serem excluidas do grupo de acompanhamento para a realização da operação. e após operadas, parece que esse estigma de prostituição pesa ainda mais, e elas ficam ainda mais marginalizadas e vulneráveis (por conta da invisibilidade) até.
Joice conta que trabalha durante o dia em uma clinica, e trabalha paralelamente como acompanhante a noite. Isso mostra que até mesmo sem usar da redundancia de "falta de oportunidades, necessidade", tem transexuais que se prostituem por opção apenas, o que não as torna menos dignas ou humanas.
Como já disse uma vez; se homens, mulheres e travestis se prostituem, por que transexuais não podem se prostutuir? Machismo, preconceito ou hipocresia?
Uma coisa que notei foi a confusão entre travesti e transexual (qual é o que) pois apresentaram a transexual e na legenda, abaixo de seu nome apareçe "travesti", e da gaúcha Juliana aparece "deseja mudar de sexo", como se somente após a readequação ela fosse transexual de fato.Como ser transexual apenas apos a operação? e as pessoas que por algum motivo (ex. saúde) não podem submeter-se ao procedimento de redesignação sexual? Creio que em alguns pontos, o programa deixou a desejar, mas positiva a discussão, uma vez que o assunto transexualidade está em voga, com as participações de Lea T em programas com sua falas claras e maduras, a visibilidade de ariadna após sua curta passagem pelo BBB, entre outr@s transexuais que estão em evidencia (exemplo do participante transexual na versão Argentina do BBB e do filho de Cher).
Me incomodou um pouco a fala da (linda) travesti que culpa sua familia, ao dizer que a prostituição ocorre por falta de acolhimento familiar, que tendo-se uma base de amor familiar, jamais uma pessoa se prostitui. E prostituição nada tem a ver com desamor, e sim com diversas situações ou circunstâncias da vida de cada um, seja é uma questão pessoal e individual. Conheço gente que se prostitui porque gosta, e gente que se prostitui para comer, pagar o aluguel porque não tem ninguém no mundo e a vida não lhe deu outras escolhas. Isso sim é uma escolha, mas imputar culpa aos outros e vitimizar-se é fácil. Por isso admiro as pessoas bem resolvidas que admitem que se prostituem porque gostam, por escolha pessoal, ou porque trabalhando em um balcão de loja não ganhariam a metade do que ganham em uma semana.
No mais, gostei de ver um homem transexual falando por eles, e o respeito com que o tema foi abordado.
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SIMPLISMENTE Lea T
Estava assistindo aos vídeos da participação da TOP Lea T no programa "de frente Com Gabi", no SBT, blog de minha querida Julia (The Duchess). Tem o link do blog nas indicações à direita.
Muito coerente o posicionamento de Lea T sobre as vivencias de uma transexual... Acompanhando suas falas desde o começo, quando aliás fiz o primeiro post, noto que ela realmente tem acompanhado os debates via internet. Pois tem se politizado, e sua fala além de legitimidade, reflete o sentimento e pensamento da maioria das transexuais, pelo menos na maioria das coisas.
Ainda tem alguns pontos a serem revistos (como no ponto onde fala que sofria menos bullyng antes de "virar transexual". O correto seria após "assumir a transexualidade ou condição de gênero"), mas com o tempo, ela será certamente a voz das transexuais, na busca por visibilidade e cidadania! Senadora Lea T. rsrsrsrs
Só não concordei em duas situações, quando conta de sua estadia com as tres amigas, que em uma conversa, as amigas a "diagnosticaram" transexual por pensar e comportar-se como elas (mulheres). E novamente, ao falar sobre o (a) modelo croata, que por ser muito feminino (a), seria trans. Conheço travestis (Ex. Thalia Miranda) que são muito mais bonitas, femininas e "mulheres" do que eu e muita mulher biológica, até! Então, não é a beleza estética ou comportamental o fator determinante de diagnostico da transexualidade, A TRANSEXUALIDADE É INTERNA, NA ALMA!
Ponto super positivo a questão da realidade e seriedade com que trata o assunto, sem o "conto de fadas". Como por exemplo, quando fala sobre o resultado estético da neo-vagina. Um tabu do qual geralmente algumas pessoas fogem. É sempre complicado falar em resultados, sejam estéticos, a questão do gozo, dores, etc... Pois esses resultados variam sempre de pessoa para pessoa, dependendo de técnica utilizada na operação, cicatrização, lado psicológico, etc...
Demonstrou ser realmente muito madura em suas falas. Lea t é tão natural para tratar sobre sua sexualidade, falar sobre seu pênis e até como faz para esconde-lo que é até constrangedor não sentir seu embaraço em responder (fiquei penalizada, por ela ter de falar em nome de batismo, como esconder o volume do pênis, etc), e parece que para ela é muito natural.
Apesar de jovem, Lea demonstra maturidade suficiente para encarar e superar as barreiras da vida. Falar sobre a familia, familia, amor, carreira e futuro, sem "estrelismo" e de maneira centrada. Vivendo cada dia de uma vez, deixando as coisas acontecerem à seu tempo. Gostaria muito de aprender a ser um pouquinho assim.
Interessante também o fato de a psicóloga que a acompanha ter incentivado de que ela "precisa ser ativa antes de operar"... Mais uma coisa que ela fala com tranquilidade, sem falsos pudores. Tbém acho importante, essa "experiência" de certa forma (complexo), já escreví sobre isso em outro post também.
Pois penso ser importante, não para talvez a transexual desistir de operar, ver que não é transexual. Mas porque abre a mente e derruba tabús e preconceitos, permite o prazer sem barreiras e a experiência por sí só é única! Mas não é uma obrigação e nem necessário para todas as trans.
Afinal, como ela mesmo disse, a transexualidade nada tem a ver com sexualidade: posso ser transexual e ser lésbica, por exemplo. Ou bissexual.
Parabéns à ela pelas palavras sábias e por sua postura madura e centrada, retirando a imagem de que as transexuais seriam "loucas" e depressivas, etc... Muito bom acompanhá-la em seus discursos.
Só creio (há muito tempo) que ela não se submeterá a cirurgia não, não sei, é apenas intuição, opinião particular...
Rebelião de Stonewall - 1969
Sem dúvida a rebelião de Stonewall foi um marco pela luta por respeito e direitos da população LGBTT. Em 28 de junho de 1969 o "Stonewall Bar", que era freqüentado pelo público LGBT da cidade de Nova Iorque, sofria constantes visitas do policiais, sendo além de extorquidos, tratados como animais.
Com luta física e tudo o que encontravam pela frente, os 400 gays aproximadamente, que se encontravam no bar, foram para cima da polícia acabando com as inúmeras pressões e começando de uma vez por todas a luta pelo respeito mundial.
A rebelião de Stonewall para os mais jovens é um fato sem grandes proporções e principalmente no Brasil, mas é questão de honra para todo ativista, escrever, publicar e exaltar os acontecimentos de 1969 no E.U.A.
Uma curiosidade se mostra mais perdida ainda na história de Stonewall.Todas as vezes que a polícia fazia sua blitz, pessoas travestidas.A situação estava tão tensa e com praticamente todas as travestis presas,que os gays e as lésbicas armaram a maior cena de guerra em Stonewall.
“De repente, o camburão chegou e o clima esquentou. Três das mais descaradas travestis – todas em drag – foram empurradas para dentro da viatura, junto com o barman e um outro funcionário, sob um coro de vaias da multidão. Alguém gritou conclamando o povo a virar o camburão. Nisso, saía do bar uma sapatona, que começou uma briga com os policiais. Foi nesse momento que a cena tornou-se explosiva. Latas e garrafas de cerveja começaram a ser atiradas em direção às janelas e uma chuva de moedas foi lançada sobre os tiras…”, saiu no Village Voice.
No dia seguinte, os policiais voltaram ao bar. Mas a multidão de gays, lésbicas e travestis também voltou mais organizada, com uma atitude mais política, e alguns começaram a pichar frases nas vitrines e nas paredes, reclamando direitos iguais. Outros gritavam exigindo o fim das batidas nos bares gays. Novamente a multidão atirou pedras e garrafas em direção aos policiais e novamente a polícia investiu contra os manifestantes.
Uma placa foi colocada à vista no bar onde os visitantes podem reconhecer alguns nomes inscritos, entre eles Gunner Scott, director do Massachusetts Transgender Political Coalition (MTPC); Grace Sterling Stowell, directora executiva da Boston Alliance of GLBT Youth (BAGLY); a sempre activista Nancy Nangeroni, ex-presidenta da International Foundation for Gender Education (IFGE) e ex-"co-host" da GenderTalk Radio, hoje na GenderVision; e Cole Thaler, membro fundador da MTPC, hoje advogado de direitos transgénero na nova-iorquina Lambda Legal.Todos esses, heróis de 1969.
Os três dias que marcariam de uma vez por todas a luta por direitos iguais se seguiu com protestos pró lésbicas, trans e por aí a fora.
Devemos nos espelhar no passado, para obter forças de lutar contra a homofobia e a intolerância sexual.
Por Erik
Texto extraído de: gplaneta.blogspot.com
http://gplaneta.blogspot.com/2011/01/rebeliao-de-stonewall-1969.html
Com luta física e tudo o que encontravam pela frente, os 400 gays aproximadamente, que se encontravam no bar, foram para cima da polícia acabando com as inúmeras pressões e começando de uma vez por todas a luta pelo respeito mundial.
A rebelião de Stonewall para os mais jovens é um fato sem grandes proporções e principalmente no Brasil, mas é questão de honra para todo ativista, escrever, publicar e exaltar os acontecimentos de 1969 no E.U.A.
Uma curiosidade se mostra mais perdida ainda na história de Stonewall.Todas as vezes que a polícia fazia sua blitz, pessoas travestidas.A situação estava tão tensa e com praticamente todas as travestis presas,que os gays e as lésbicas armaram a maior cena de guerra em Stonewall.
“De repente, o camburão chegou e o clima esquentou. Três das mais descaradas travestis – todas em drag – foram empurradas para dentro da viatura, junto com o barman e um outro funcionário, sob um coro de vaias da multidão. Alguém gritou conclamando o povo a virar o camburão. Nisso, saía do bar uma sapatona, que começou uma briga com os policiais. Foi nesse momento que a cena tornou-se explosiva. Latas e garrafas de cerveja começaram a ser atiradas em direção às janelas e uma chuva de moedas foi lançada sobre os tiras…”, saiu no Village Voice.
No dia seguinte, os policiais voltaram ao bar. Mas a multidão de gays, lésbicas e travestis também voltou mais organizada, com uma atitude mais política, e alguns começaram a pichar frases nas vitrines e nas paredes, reclamando direitos iguais. Outros gritavam exigindo o fim das batidas nos bares gays. Novamente a multidão atirou pedras e garrafas em direção aos policiais e novamente a polícia investiu contra os manifestantes.
Uma placa foi colocada à vista no bar onde os visitantes podem reconhecer alguns nomes inscritos, entre eles Gunner Scott, director do Massachusetts Transgender Political Coalition (MTPC); Grace Sterling Stowell, directora executiva da Boston Alliance of GLBT Youth (BAGLY); a sempre activista Nancy Nangeroni, ex-presidenta da International Foundation for Gender Education (IFGE) e ex-"co-host" da GenderTalk Radio, hoje na GenderVision; e Cole Thaler, membro fundador da MTPC, hoje advogado de direitos transgénero na nova-iorquina Lambda Legal.Todos esses, heróis de 1969.
Os três dias que marcariam de uma vez por todas a luta por direitos iguais se seguiu com protestos pró lésbicas, trans e por aí a fora.
Devemos nos espelhar no passado, para obter forças de lutar contra a homofobia e a intolerância sexual.
Por Erik
Texto extraído de: gplaneta.blogspot.com
http://gplaneta.blogspot.com/2011/01/rebeliao-de-stonewall-1969.html
Profissional do Sexo não tem sentimentos?
Ontem a noite recebi o contato de um rapaz, muito educado, dizendo que visitou o blog, que achou legal, etc... Mas que gostaria de que eu o “indicasse” uma trans já operada, que era seu sonho namorar alguém assim. Mas, porém (sempre tem um) que desejava alguém que não tivesse um passado de prostituição, pois desejava um relacionamento sério!
Assim como ele busquei ser educada na resposta, dizendo não ser a finalidade desse blog ser uma agência de namoros nem promover a aproximação de pessoas com fins amorosos ou sexuais.
Até porque isso já implicaria em outras instâncias como até mesmo a segurança de pessoas por mim aproximadas, etc.
Observei também em minha resposta, a necessidade de ele rever seu olhar sobre as pessoas que se prostituem, pois são seres humanos, tem sentimentos e por (muitas) vezes até relacionamentos sérios e verdadeiros, além de duradouros.
Sem mais, ele desculpou-se dizendo não ter desejado parecer preconceituoso e despediu-se.
Fiquei pensando por horas:
Porque as pessoas, em primeiro lugar, associam a travesti (e a transexual por conseqüência) com a prostituição? Porque seria tão deprecioso e grave alguém ter no passado sido profissional do sexo? Porque essa “mancha” seria eterna e tornaria essa pessoa menos capacitada a dar e receber amor, ser fiel e cuidadora da pessoa amada? Uma pessoa assim não seria mais um ser humano? Ah, ta!
Então, creio que quem na verdade não tem condições de amar de verdade seria quem desprezasse alguém pelo que foi, ou pela profissão que exerce, não por seu interior e valores pessoais. Conheço prostitutas que são mães valorosas e amorosas, boas donas de casa e esposas.
Tal quase inevitável associação entre as TT’s e a prostituição ficou explicita também em outra ocasião, quando estava eu na Associação de Travestis e Transexuais na qual trabalhava e era secretária-geral, e um homem ligou querendo saber se tinha algum site na Internet onde ele pudesse ver as fotos das meninas para contratar o programa. A tendente respondendo com uma negativa, ele pergunta se não teria nenhuma ali naquele momento para atendê-lo. Mesmo com as explicações de que ali funcionava uma associação e não uma agência, ele insistia no equivoco, e por fim, entendeu e desistiu contrariado...
É também comum, ao transitarmos pelas ruas, parques e shoppings, sermos abordadas com a pergunta direta de “quanto é o programa”, e isso geralmente é muito constrangedor. Pois parece que somos apenas isso, sexo e prostituição, e não temos direito á lazer, caminhadas e passeios sem interrupções ou abordagens constrangedoras.
Certa vez, quando ainda morava com minha mãe, a vizinha da frente era prostituta, e a noite, quando saia para trabalhar, deixava sua filha na casa de uma irmã e a casa ficava só. Então resolveu instalar um sistema de alarme, devido aos casos de roubos locais.
Ouvi uns gritos e fui em sua casa ver o que havia acontecido. Ela contou-me que o rapaz perguntou-lhe a razão do alarme, pois a casa era toda cercada de muros e grades, então ela revelou que trabalhava a noite, etc... Ele rapidamente propôs que se ela fizesse um programa com ele, instalaria o alarme de graça!
Ela ficou revoltada e gritava a ele, que “a noite, com suas roupas de trabalho e em seu local de trabalho, ele era uma profissional do sexo, mas naquele momento, em sua casa e com sua filha ela era apenas uma mãe. E o botou pra correr.
Senti tanto orgulho daquela atitude da minha amiga e vizinha, que relatei o acontecido para tantas pessoas quanto eu tivesse a oportunidade. Pois eu também, por não ter nenhum contato com a prostituição até então, e nem com pessoas que se prostituíam, tinha pré-conceitos e julgava essas como pessoas vulgares, promiscuas e sem “valores” morais.
Hoje, depois de ter passado pela prostituição, ter conhecido um universo de pessoas e histórias, sei bem que a realidade é outra em muitos casos. E que devemos olhar (ou tentar) além da figura que dança na boate, que batalha o dia a dia nas boates ou que aguarda por clientes nas esquinas. Por detrás daquelas quase-roupas de tão curtas em alguns casos, de tanta maquiagem, de alguns relatos negativos vinculados na mídia em geral, muitas vezes tem meninas, meninos, mães, esposas, esperanças, sonhos, VIDAS e histórias a serem conhecidas e respeitadas. Nem todo mundo chega na prostituição por desejo voluntário, sonho de infância ou para ter uma “vida fácil”, e eu sei bem disso devido às minhas próprias vivências e as marcas deixadas pela prostituição! E isso sim, de repente poderia trazer algum problema em relações sentimentais no futuro, dependendo da estrutura emocional e psicológica da pessoa que foi profissional do sexo.
Como disse em um post mais antigo, fiquei mais endurecida após ter passado pela prostituição (o que não diminuiu minha capacidade de amar), era algo que realmente eu JAMAIS gostaria de ter passado, que trouxe benefícios sim, mas as marcas serão difíceis de apagar. Mas esta sou eu, e expresso somente os meus sentimentos, pois tenho ciência de que algumas pessoas curtem e desejam permanecer na prostituição até se aposentar. Como uma senhora que tive o máximo prazer e satisfação de conhecer em um congresso, Gabriela Leite. Orgulhosa de ser (ou ter sido) puta. E além, de ser uma MULHER normal, mãe, avó, cidadã. Fascina vê-la com uma expressão meiga e suave tricotando ou fazendo algum outro trabalho manual. E ouvir suas histórias é um privilégio que ainda desejo ter novamente, pois por alguns minutos, tive orgulho de ser puta!!!
Bruna Surfistinha
Assisti ao filme baseado na história de Raquel, uma menina que pouco antes de completar dezoito anos, para fugir de uma realidade que não percebia como sua, foge de casa e procura na prostituição respostas para quem realmente é e pode ser. Começa assim a história de Bruna Surfistinha.
O filme aborda os mais diversos angulos da prostituição e da vida e cotidiano de uma profissional do sexo; sexo, site, multiplicidade e diversidade dos clientes e situações por eles criadas, cafetinagem, multas das cafetinas, convivencia com as demais meninas (colegas), drogas, o auge, o marasmo, a necessidade de mudar, a dificuldade de encontrar e reconhecer amizades verdadeiras nesse meio, etc...
Apareçe bem explícito nesse filme, aliás, esta característica do "auge" de quando se é novidade, e o "marasmo" depois de ficar já manjada e conhecida pois tem muitos clientes, quase todos, que gostam de variar. E depois, a oferta no mercado está cada vez maior... e mais jovem!
E é justamente isso que leva algumas meninas para o mundo das drogas... Algumas o auge, e outras o marasmo e a penação. É dificil trabalhar isso tudo e a vida social e familiar ainda por cima.
Bruna é exemplo (mau) disso pelo fato de que quando iniciou, fazia pelo tezão que despertava nos homens, para ser desejada, por fetiche! Disse não interessar quanto ganharia. Depois não fazia por menos de trezentos, e por fim foi parar no "vintão".
Conhecia essa história como Cristiane F. mas tem muitas Cristianes, Brunas, Capitús e mais milhões sem-nomes por ai. Perdendo-se na busca de um encontro consigo mesma. Procurando de cliente em cliente o principe, o deus, o amante, o amigo, o algóz, o salário, o marido, o protagonista de sua história.
Não teve muito glamour, felizmente, na história desenhada no filme. Pois no dicionário desta vida de profissional do sexo não existe essa palavra. Nessa página consta a palavra ilusão. Não vendemos o corpo, vendemos fantasias e ilusão, e as mais iludidas somos nós, ao pensar valer a pena.
Receber um desconheçido que te paga para voce pisar sobre ele de salto alto, bater na cara dele com o zíper da bota, fazer xixi na cara dele, colocar cocô em um pires e oferecer como uma doce sobremesa e ainda ter estômago para ve-lo devorando e lambuzando-se, fingir que ele a está estuprando, deixa-lo chupar seus pés, etc... E depois, tentamos rir da situação, pensando serem eles os estúpidos, pois pagam para isso... Mas e depois? Ao passar dos anos? O efeito psicológico por vezes é devastador; pelo menos foi assim comigo! Lembrar de cada homem horroroso que tive de seduzir, fingir, cheiro de cigarro, bebida, chulé, palavras rudes e até agressões. Além daqueles que querem te obrigar a fazer algo que fere seus conceitos e sua alma. Não sei o que é pior disso tudo, sei apenas que o conjunto dessas coisas é que pode tornar uma pessoa doce, pura e sincera em alguém totalmente diferente...
Hoje, mesmo após ter saido da prostituição e ter me afastado deste meio, ainda tenho uma certa dificuldade em acreditar na sinceridade das pessoas, e até em demosntrar sentimentos. Coisas comuns e espontâneas parece que tomam um vulto diferente e distorcido. É complicado.
Dai vai depender além da estrutura emocional de cada uma, do caráter também. E este último é que geralmente define o quanto essas mudanças poderão interferir e ter consequencias no futuro.
O filme aborda os mais diversos angulos da prostituição e da vida e cotidiano de uma profissional do sexo; sexo, site, multiplicidade e diversidade dos clientes e situações por eles criadas, cafetinagem, multas das cafetinas, convivencia com as demais meninas (colegas), drogas, o auge, o marasmo, a necessidade de mudar, a dificuldade de encontrar e reconhecer amizades verdadeiras nesse meio, etc...
Apareçe bem explícito nesse filme, aliás, esta característica do "auge" de quando se é novidade, e o "marasmo" depois de ficar já manjada e conhecida pois tem muitos clientes, quase todos, que gostam de variar. E depois, a oferta no mercado está cada vez maior... e mais jovem!
E é justamente isso que leva algumas meninas para o mundo das drogas... Algumas o auge, e outras o marasmo e a penação. É dificil trabalhar isso tudo e a vida social e familiar ainda por cima.
Bruna é exemplo (mau) disso pelo fato de que quando iniciou, fazia pelo tezão que despertava nos homens, para ser desejada, por fetiche! Disse não interessar quanto ganharia. Depois não fazia por menos de trezentos, e por fim foi parar no "vintão".
Conhecia essa história como Cristiane F. mas tem muitas Cristianes, Brunas, Capitús e mais milhões sem-nomes por ai. Perdendo-se na busca de um encontro consigo mesma. Procurando de cliente em cliente o principe, o deus, o amante, o amigo, o algóz, o salário, o marido, o protagonista de sua história.
Não teve muito glamour, felizmente, na história desenhada no filme. Pois no dicionário desta vida de profissional do sexo não existe essa palavra. Nessa página consta a palavra ilusão. Não vendemos o corpo, vendemos fantasias e ilusão, e as mais iludidas somos nós, ao pensar valer a pena.
Receber um desconheçido que te paga para voce pisar sobre ele de salto alto, bater na cara dele com o zíper da bota, fazer xixi na cara dele, colocar cocô em um pires e oferecer como uma doce sobremesa e ainda ter estômago para ve-lo devorando e lambuzando-se, fingir que ele a está estuprando, deixa-lo chupar seus pés, etc... E depois, tentamos rir da situação, pensando serem eles os estúpidos, pois pagam para isso... Mas e depois? Ao passar dos anos? O efeito psicológico por vezes é devastador; pelo menos foi assim comigo! Lembrar de cada homem horroroso que tive de seduzir, fingir, cheiro de cigarro, bebida, chulé, palavras rudes e até agressões. Além daqueles que querem te obrigar a fazer algo que fere seus conceitos e sua alma. Não sei o que é pior disso tudo, sei apenas que o conjunto dessas coisas é que pode tornar uma pessoa doce, pura e sincera em alguém totalmente diferente...
Hoje, mesmo após ter saido da prostituição e ter me afastado deste meio, ainda tenho uma certa dificuldade em acreditar na sinceridade das pessoas, e até em demosntrar sentimentos. Coisas comuns e espontâneas parece que tomam um vulto diferente e distorcido. É complicado.
Dai vai depender além da estrutura emocional de cada uma, do caráter também. E este último é que geralmente define o quanto essas mudanças poderão interferir e ter consequencias no futuro.
Silicone Industrial
Fiquei chocada com esta noticia da morte de mais uma travesti vitima de aplicação de silicone industrial. Ainda mais sendo uma travesti tão jovem e que buscava a beleza e sensualidade de um corpo feminino.
E para as travestis que se prostituem, a bombação é quase uma obrigatoriedade; faz parte de uma evolução: se montar, bombar, colocar as próteses mamárias, fazer o nariz e depois voar para a Europa!
Para as transexuais não tem tanta necessidade de bombar pois não é a única alternativa, uma vez que o tratamento hormonal (hormonioterapia) distribui a gordura no corpo de forma feminina e geralmente age nos glúteos, dando-lhes forma arredondada e feminia na maioria dos casos.
Para as travestis este não é uma caminho ideal, pois o hormônio atrapalha na ereção e ejaculação, e para uma travesti profissional do sexo é prejudicial, uma vez que pelo menos 90% dos clientes (por experiencia própria) são passivos, ou gostam de fazer sexo oral na travesti. Por isso o "apelido carinhoso" de mariconas para os clientes de programas.
O segundo motivo de meu espanto é o fato de que a bombadeira causadora da morte da travesti é a mesma que me bombou a mais de cinco anos.
Lembro do dia em que me bombei como se fosse hoje. Tava calor e eu suava de nervosa, e a Elba veio na minha casa, aqui em Porto Alegre. Super organizada, ela trouxe uma cama de massagista ou depiladora, sei lá, que ocupou a metade da cozinha do meu apartamento. Elba trouxe uma auxiliar, a Magnólia, uma travesti bem divertida, que me deixou mais relaxada, e um copinho para colocar as doses de silicone a serem injetadas. O copinho a Elba, que como pessoa é um encanto, deixou para meu marido como recordação. Era o copo que ele mais gostava, sempre pedia: "eu quero o copinho de Elba"!
Lembro que todos os dias Elba me ligava com aquele sotaque Carioca-nostista e perguntava: "E o corpo, Cristyane"? Sempre foi super atenciosa e disposta a ver-me e acompanhar a recuperação da bombação.
Mas claro que antes de marcar a bombação pensei muito, marquei, desmarquei, e até que marquei em definitivo, pois conhecia os riscos e consequencias da aplicação de silicone industrial.
Felizmente no meu caso, deu tudo certo, não tive nenhum problema, mas perdi algumas amigas, vitimas deste mesmo procedimento. E em nenhum dos casos de meu conhecimento a bombadeira foi responsabilizada e presa. Sei (e a bombadeira sabe) que é exercicio ilegal da medicina, crime. Mas a travesti ou transexual que procura o serviço dessas "fazedoras de corpos", sabedoras dos riscos, deveriam ser as únicas responsáveis pelos possiveis riscos. pois se não houvesse a procura, não teria também a oferta do serviço! Nunca então uma travesti ou transexual denunciaria uma bombadeira pelo simples fato de ela bombar corpos e egos, fazendo felizes e lindas muitas de nossas amigas. A denuncia aconteceria somente quando da morte ou "defeito" resultados da aplicação.
Pois sei de casos de travestis que tiveram mais sorte e ficaram apenas deformadas em parte do local bombado, ou onde tenha migrado o óleo. mas sobreviveram. E algumas que tiveram infecções gravissimas, mas felizmente recuperaram-se e hoje servem de alerta para outras que planejam bombar.
No ano passado eu iria retocar o bum-bum com uma conhecida bombadeira do sul do país, já havia combinado com uma transexual amiga minha. ela faria o seu retoque na terça (uns 30ml +ou-) e eu a cuidaria, e na quinta eu retocava e ela seria minha cuidadora. Quando terminava seu retoque ela começou a passar mal, foi para o hospital e tinha embolia pulmonar. O silicone havia entrado na corrente sanguinea e por pouco ela não morreu. Foi meu aviso, e desisti de fazer.
Penso que realmente, para algumas pessoas a bombação é quase inevitável, pois dependem do corpo e também a prótese de glúteos tem um preço astronômico e eu particularmente acho o resultado muito feio!
tava assistindo os desfiles de carnaval no Rio e vi a Valeska Popozuda em câmera lenta... Sem palavras para a cena horrivel daquela coisa inteira movendo-se na sua traseira.
Mas para alguns casos, como o meu e de minha amiga transexual, seria apenas o preço de uma vaidade sem limites, que poderia custar a vida! Pois era somente um retoque mesmo, coisa desnecessaria e boba. Felizmente tivemos uma segunda chance para contarmos nossas histórias e pensarmos, afinal, o que é mesmo importante na vida além da própria VIDA?
E para as travestis que se prostituem, a bombação é quase uma obrigatoriedade; faz parte de uma evolução: se montar, bombar, colocar as próteses mamárias, fazer o nariz e depois voar para a Europa!
Para as transexuais não tem tanta necessidade de bombar pois não é a única alternativa, uma vez que o tratamento hormonal (hormonioterapia) distribui a gordura no corpo de forma feminina e geralmente age nos glúteos, dando-lhes forma arredondada e feminia na maioria dos casos.
Para as travestis este não é uma caminho ideal, pois o hormônio atrapalha na ereção e ejaculação, e para uma travesti profissional do sexo é prejudicial, uma vez que pelo menos 90% dos clientes (por experiencia própria) são passivos, ou gostam de fazer sexo oral na travesti. Por isso o "apelido carinhoso" de mariconas para os clientes de programas.
O segundo motivo de meu espanto é o fato de que a bombadeira causadora da morte da travesti é a mesma que me bombou a mais de cinco anos.
Lembro do dia em que me bombei como se fosse hoje. Tava calor e eu suava de nervosa, e a Elba veio na minha casa, aqui em Porto Alegre. Super organizada, ela trouxe uma cama de massagista ou depiladora, sei lá, que ocupou a metade da cozinha do meu apartamento. Elba trouxe uma auxiliar, a Magnólia, uma travesti bem divertida, que me deixou mais relaxada, e um copinho para colocar as doses de silicone a serem injetadas. O copinho a Elba, que como pessoa é um encanto, deixou para meu marido como recordação. Era o copo que ele mais gostava, sempre pedia: "eu quero o copinho de Elba"!
Lembro que todos os dias Elba me ligava com aquele sotaque Carioca-nostista e perguntava: "E o corpo, Cristyane"? Sempre foi super atenciosa e disposta a ver-me e acompanhar a recuperação da bombação.
Mas claro que antes de marcar a bombação pensei muito, marquei, desmarquei, e até que marquei em definitivo, pois conhecia os riscos e consequencias da aplicação de silicone industrial.
Felizmente no meu caso, deu tudo certo, não tive nenhum problema, mas perdi algumas amigas, vitimas deste mesmo procedimento. E em nenhum dos casos de meu conhecimento a bombadeira foi responsabilizada e presa. Sei (e a bombadeira sabe) que é exercicio ilegal da medicina, crime. Mas a travesti ou transexual que procura o serviço dessas "fazedoras de corpos", sabedoras dos riscos, deveriam ser as únicas responsáveis pelos possiveis riscos. pois se não houvesse a procura, não teria também a oferta do serviço! Nunca então uma travesti ou transexual denunciaria uma bombadeira pelo simples fato de ela bombar corpos e egos, fazendo felizes e lindas muitas de nossas amigas. A denuncia aconteceria somente quando da morte ou "defeito" resultados da aplicação.
Pois sei de casos de travestis que tiveram mais sorte e ficaram apenas deformadas em parte do local bombado, ou onde tenha migrado o óleo. mas sobreviveram. E algumas que tiveram infecções gravissimas, mas felizmente recuperaram-se e hoje servem de alerta para outras que planejam bombar.
No ano passado eu iria retocar o bum-bum com uma conhecida bombadeira do sul do país, já havia combinado com uma transexual amiga minha. ela faria o seu retoque na terça (uns 30ml +ou-) e eu a cuidaria, e na quinta eu retocava e ela seria minha cuidadora. Quando terminava seu retoque ela começou a passar mal, foi para o hospital e tinha embolia pulmonar. O silicone havia entrado na corrente sanguinea e por pouco ela não morreu. Foi meu aviso, e desisti de fazer.
Penso que realmente, para algumas pessoas a bombação é quase inevitável, pois dependem do corpo e também a prótese de glúteos tem um preço astronômico e eu particularmente acho o resultado muito feio!
tava assistindo os desfiles de carnaval no Rio e vi a Valeska Popozuda em câmera lenta... Sem palavras para a cena horrivel daquela coisa inteira movendo-se na sua traseira.
Mas para alguns casos, como o meu e de minha amiga transexual, seria apenas o preço de uma vaidade sem limites, que poderia custar a vida! Pois era somente um retoque mesmo, coisa desnecessaria e boba. Felizmente tivemos uma segunda chance para contarmos nossas histórias e pensarmos, afinal, o que é mesmo importante na vida além da própria VIDA?
Mais uma morta por silicone industrial
Foi presa em São Paulo a travesti conhecida como Elba, 43 anos, acusada de provocar a morte de outra travesti, Shelley,de 22 anos. Elba era conhecida por aplicar, irregularmente e ilegalmente, silicone em jovens que saíam de outros estados do país para se prostituírem em São Paulo, capital.
Elba realizava o procedimento em sua própria casa, sem qualquer amparo médico. A travesti aplicava a anestesia e implantava as próteses ou botox, o valor baixo que era cobrado de suas “clientes” atraia muita atenção, em média Elba cobrava R$ 300, independente do procedimento.
O auto risco da prática causou a morte de uma travesti de embolia pulmonar, em dezembro do ano passado, após o material injetado entupir os vasos sanguíneos. Devido ao crime, Elba foi indiciada por homicídio doloso. A Justiça decretou a prisão temporária de 30 dias.
Trecho extraido da matéria no http://www.casadebonekas.com/
Elba realizava o procedimento em sua própria casa, sem qualquer amparo médico. A travesti aplicava a anestesia e implantava as próteses ou botox, o valor baixo que era cobrado de suas “clientes” atraia muita atenção, em média Elba cobrava R$ 300, independente do procedimento.
O auto risco da prática causou a morte de uma travesti de embolia pulmonar, em dezembro do ano passado, após o material injetado entupir os vasos sanguíneos. Devido ao crime, Elba foi indiciada por homicídio doloso. A Justiça decretou a prisão temporária de 30 dias.
Trecho extraido da matéria no http://www.casadebonekas.com/
Barrada no Baile 2
Realmente interessante essa reportagem sobre a marginalização e descriminação de travestis em boates na noite de Fortaleza. Coisa que infelizmente se repete em todo o Brasil!
Muitas travestis e transexuais são barradas em boates, bares, clubes, e aqui no Sul nos chamados CTG's (Clube de Tradições Gaúcgas). Como se não fossemos cidadãs, não consumissemos e pagássemos nossa conta.
Por vezes, a exclusão disfarça-se em "norma da casa", "exigencia legal" ou "cultural", mas o fato é que as pessoas não estão preparadas para encotrar a travesti e transexual nas mais variadas situações sociais.
Hoje a Trans reside e frequenta todos os ambientes, e em quase todos ainda encontra barreiras e resistencia como a encontrada na matéria.
Eu mesma já vivenciei esta situação em duas ocasiões. Na primeira, nos anos 90, estava eu com um amigo em uma boate "hétero" e fui ao banheiro. Uma mulher chamou o segurança dizendo ter um homem no banheiro feminino. Conclusão, fui retirada e agredida pelo segurança do lado de fora da boate. E olha que eu estava apenas no ambiente comum do toalette, usando o espelho para retocar o batom.
meu amigo em questão é uma pessoa super influente e conhecida na cidade, além de amigo pessoal da boate em questão e procurou o dono, pois além da agressão gratuita, o monstro fantasiado de Pitbull segurança afirmou que eu jamais entraria na boate. O dono repreendeu o segurança e ele justificou sua atitude ao chefe dizendo que ao entrar no banheiro eu estria brigando com uma cliente... Mentira!
Na segunda ocasião tive mais sorte (até parece) pois não sofri agressão fisica! Fui à um "bailão" com uma amiga, um lugar onde "travesti não entra" (não sei nos dias de hoje, pois isso já aconteceu a 20 anos) e entramos, estávamos nos divertindo quando um funcionário perguntou se poderia "conversar" comigo!
Pensei ser uma cantada e disse categoricamente que NÃO! Então ele identificou-se e pediu que o acompanhasse. Ao chegarmos na gerencia ele me informou que eu precisava me retirar do clube. Perguntei-lhe o porque e ele respodeu com uma pergunta: "Tú é mulher"? Minha resposta foi positiva, lógico. O moço pediu-me então os documentos e ao mostrar meu RG ele enfureceu-se e disse que ali não poderia ser frequentado por "esse tipo de gente" e mal tive tempo de despedir-me de minha amiga e fui "escoltada" sem nem ao menos devolverem-me o valor do bolhete de ingresso.
São coisas que marcam e ferem, na verdade mais marcam do que ferem, pois nunca mais tentei voltar naquele lugar; nem hoje, após a retificação de meus documentos civis.
Mas devemos sim frequentar e ocupar todos os espaços sociais e mostrar que somos igual, e temos os mesmos direitos de todo ciddão, e o principal é RESPEITO! E que sabemos de nossos direitos!
Pois somente assim mudaremos a mentalidade de pessoas tão preconceituosas e será tido como "normal" ver uma travesti ou transexual em qualquer lugar que um ser humano possa ocupar com dignidade.
Na Tailândia, transexuais são aeromoças, e sonho com o dia que serei servida e ou atendida por uma transexual ou uma travesti em um avião. Pois capazes e dignas desta e muitas outras ocupações certamente nós somos, basta termos acesso à este direito, que é um direito nato, o de ser IGUAL!!!
Muitas travestis e transexuais são barradas em boates, bares, clubes, e aqui no Sul nos chamados CTG's (Clube de Tradições Gaúcgas). Como se não fossemos cidadãs, não consumissemos e pagássemos nossa conta.
Por vezes, a exclusão disfarça-se em "norma da casa", "exigencia legal" ou "cultural", mas o fato é que as pessoas não estão preparadas para encotrar a travesti e transexual nas mais variadas situações sociais.
Hoje a Trans reside e frequenta todos os ambientes, e em quase todos ainda encontra barreiras e resistencia como a encontrada na matéria.
Eu mesma já vivenciei esta situação em duas ocasiões. Na primeira, nos anos 90, estava eu com um amigo em uma boate "hétero" e fui ao banheiro. Uma mulher chamou o segurança dizendo ter um homem no banheiro feminino. Conclusão, fui retirada e agredida pelo segurança do lado de fora da boate. E olha que eu estava apenas no ambiente comum do toalette, usando o espelho para retocar o batom.
meu amigo em questão é uma pessoa super influente e conhecida na cidade, além de amigo pessoal da boate em questão e procurou o dono, pois além da agressão gratuita, o monstro fantasiado de Pitbull segurança afirmou que eu jamais entraria na boate. O dono repreendeu o segurança e ele justificou sua atitude ao chefe dizendo que ao entrar no banheiro eu estria brigando com uma cliente... Mentira!
Na segunda ocasião tive mais sorte (até parece) pois não sofri agressão fisica! Fui à um "bailão" com uma amiga, um lugar onde "travesti não entra" (não sei nos dias de hoje, pois isso já aconteceu a 20 anos) e entramos, estávamos nos divertindo quando um funcionário perguntou se poderia "conversar" comigo!
Pensei ser uma cantada e disse categoricamente que NÃO! Então ele identificou-se e pediu que o acompanhasse. Ao chegarmos na gerencia ele me informou que eu precisava me retirar do clube. Perguntei-lhe o porque e ele respodeu com uma pergunta: "Tú é mulher"? Minha resposta foi positiva, lógico. O moço pediu-me então os documentos e ao mostrar meu RG ele enfureceu-se e disse que ali não poderia ser frequentado por "esse tipo de gente" e mal tive tempo de despedir-me de minha amiga e fui "escoltada" sem nem ao menos devolverem-me o valor do bolhete de ingresso.
São coisas que marcam e ferem, na verdade mais marcam do que ferem, pois nunca mais tentei voltar naquele lugar; nem hoje, após a retificação de meus documentos civis.
Mas devemos sim frequentar e ocupar todos os espaços sociais e mostrar que somos igual, e temos os mesmos direitos de todo ciddão, e o principal é RESPEITO! E que sabemos de nossos direitos!
Pois somente assim mudaremos a mentalidade de pessoas tão preconceituosas e será tido como "normal" ver uma travesti ou transexual em qualquer lugar que um ser humano possa ocupar com dignidade.
Na Tailândia, transexuais são aeromoças, e sonho com o dia que serei servida e ou atendida por uma transexual ou uma travesti em um avião. Pois capazes e dignas desta e muitas outras ocupações certamente nós somos, basta termos acesso à este direito, que é um direito nato, o de ser IGUAL!!!
Barrada no baile
Gisele Almodóvar no teatro, o ator Silvero Pereira aceitou levar o personagem às ruas e testar a tolerância nas casas noturnas de Fortaleza (Sara Maia)
Mariana Toniatti
marianatoniatti@opovo.com.br
marianatoniatti@opovo.com.br
Sábado à noite, passa das 23 horas. Na porta do Complexo Armazém, no entorno do Centro Dragão do Mar, o segurança pede que Gisele espere por uma outra funcionária antes de comprar o ingresso. Gisele é Silvero Pereira. O ator, que pesquisa o universo das travestis e já desenvolveu várias peças sobre o tema, aceitou o convite do O POVO e saiu “montado” para testar algumas baladas da Cidade no quesito tolerância.
Uma semana antes - mais exatamente na sexta-feira, dia 11 - Bernardo Vitor, 25, também ator e parceiro de Pereira em suas montagens, foi barrado na entrada do Órbita Bar, vizinho do Armazém. Era noite de tributo a Beyoncé e Bernardo saiu para curtir produzido: foi vestido de mulher. O segurança impediu sua entrada porque a foto do documento apresentado na entrada não correspondia à imagem de Bernardo naquele momento.
“Expliquei que não era daquele jeito 24 horas. Nunca ouvi essa desculpa em lugar nenhum. Para mim, é preconceito disfarçado”, diz Bernardo. Uma semana depois, na porta do Armazém, o episódio voltou a se repetir. A travesti Gisele Almodóvar, personagem de Silvero Pereira, foi barrada sem rodeios. “A casa só aceita homem vestido de homem e mulher vestida de mulher”. Gisele pediu para falar com alguém da gerência. Não conseguiu. A reportagem teve mais sucesso, mas obteve da direção resposta semelhante. “Nossa casa é heterossexual, não é GLS. Não impedimos que mulheres que gostam de mulheres e homens que gostam de homens entrem, contanto que estejam vestidos de acordo com seu sexo e que não se beijem ou se abracem”, explicou Cláudia, gerente, que não quis dizer o sobrenome.
“A travesti sofre muito preconceito. O estereótipo da prostituição é muito forte. As pessoas julgam a condição de vida dela, mas não avaliam o histórico de vida, o que as instituições – a Igreja, a família, a escola – fizeram para ela estar na rua”, lamenta Silvero. Mas o saldo da noite de sábado foi positivo. Gisele entrou tranquilamente no Amici’s, também no entorno do Dragão do Mar.
Chamou a atenção, porque afinal não dá para aquele mulherão passar despercebido, mas sambou e curtiu sem ninguém atrapalhar. Teve até uma mulher que chegou para sambar junto, fez elogios e criticou o preconceito. Mais tarde, Gisele também entrou sem problemas no Kukukaya. Lá, os olhares de reprovação a acompanharam o tempo todo. O ambiente era mais hostil. “O público aqui é diferente, tem muita senhora, esse povo não está acostumado mesmo”, ponderou a Gisele de Silvero.
Naquela noite, o Órbita estava fechado, mas a proprietária da casa, Patrícia Carvalhedo, garante que desde o episódio com Bernardo, a portaria está flexibilizando o pedido de documentação para travestis. De acordo com Patrícia, o Órbita tem uma política rigorosa de checagem de documentos para evitar a entrada de menores de idade.
“Fui procurar o Grupo de Resistência Asa Branca (Grab) logo depois e eles me orientaram assim. Seria a forma menos intolerante de tratar o assunto. É uma questão muito delicada. Garanto que Bernardo não foi barrado por sua orientação sexual, foi um problema de bilheteria”, diz Patrícia, que tinha hora marcada ontem no Centro de Referência LGBT Janaína Dutra, ligado à Coordenadoria da Diversidade Sexual da Prefeitura.
“Isso nos pegou de surpresa. É um assunto que está mais em voga porque estamos às vésperas da aprovação da lei que criminaliza a homofobia e temos transexuais na mídia. Temos que conversar mais para saber lidar com essas situações”, considera Patrícia. Bernardo, por exemplo, registrou um Boletim de Ocorrência na terça-feira depois do incidente, mas ainda não sabe se vai levar adiante um processo. “Muita gente se cala. Eu fico com vontade de fazer alguma coisa. Não é para aparecer, até porque é uma situação constrangedora, mas para que não aconteça de novo”, pontua o ator. Como no sábado seguinte, quando Gisele foi barrada no Armazém.
BATE-PRONTO
O POVO - Um estabelecimento privado pode barrar um travesti?
Fernando Férrer - De maneira nenhuma. Não pode existir nenhum tipo de preconceito ou discriminação que ofenda sua origem, raça, sexo, cor, idade ou qualquer outra forma de discriminação.
OP - A direção do Órbita alega que não barrou Bernardo por estar vestido como uma mulher, mas, sim, porque a foto do RG não correspondia à imagem dele no momento. Isso é válido no caso de uma travesti?
Férrer - De forma alguma ele pode ser barrado por isso. É um ato discriminatório.
OP - Como deve proceder a travesti que passar por um constrangimento semelhante?
Férrer - O fundamental é ter como provar o crime de discriminação, aí se procura um advogado. Caso contrário, o risco de insucesso é grande. Ter testemunhas que possam comprovar a discriminação é muito importante. O Boletim de Ocorrência em si não prova nada. É interessante abrir um procedimento na hora. A Polícia tem obrigação legal de ir ao local do fato, apurar o crime. Fazer um BO dias depois não funciona.
Fernando Férrer. Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/CE).
Transexual X Hormônios
Uma das coisas ruins de ser transexual, na minha opinião, é a quase obrigatoriedade de tomar hormônios pelo resto da vida! Eu odeio tomar remédios, passo as vezes o dia inteiro com dor de cabeça só para não ter que engolir uma drágea ou gotinhas.
E depois de operada, é fundamental para a saúde e beleza de uma trans, que ela siga um tratamento de reposição hormonal. O médico que me operou, certa vez brigou porque eu havia parado com os hormônios, e disse-me que se não fizesse uso desses medicamentos, para minha aparência cada ano que se passasse, pareceria terem passado dois anos.
Ou seja, envelheceria dois anos em um. Fiquei assustada e preocupada na época e retomei o tratamento, mas em poucos meses, voltava o desconforto e engordava muito. Resultado, parava novamente por mais uns tres ou quatro meses.
Até que a quase dois anos resolvi parar de tomar os hormônios de vez. Sinto muito os resultados desta "menopausa". Os calorões, por incrivel que pareça, são menos intensos de que no inverno, mas a indisposição é o que mais incomoda!
É cruel ter de escolher entre qualidade de vida e uma aparência bonita, ou tomar remédios ou injeções frequentemente e como principal efeito colateral, engordar e sentir-se feia.
Tenho várias amigas e tomam hormônios, os mesmo que eu usava, aliás e para elas não houve nenhum incômodo. Tentei trocar de remédio para ver se melhorava e a mesma coisa.
Tem aqueles em adesivos para o corpo, mas nem experimentei pois são muito caros, e mesmo que fossem melhores para mim, não teria acesso continuo para seguir como tratamento.
Gostaria que houvesse outra alternativa. Com os avanços da ciência e medicina...
E depois de operada, é fundamental para a saúde e beleza de uma trans, que ela siga um tratamento de reposição hormonal. O médico que me operou, certa vez brigou porque eu havia parado com os hormônios, e disse-me que se não fizesse uso desses medicamentos, para minha aparência cada ano que se passasse, pareceria terem passado dois anos.
Ou seja, envelheceria dois anos em um. Fiquei assustada e preocupada na época e retomei o tratamento, mas em poucos meses, voltava o desconforto e engordava muito. Resultado, parava novamente por mais uns tres ou quatro meses.
Até que a quase dois anos resolvi parar de tomar os hormônios de vez. Sinto muito os resultados desta "menopausa". Os calorões, por incrivel que pareça, são menos intensos de que no inverno, mas a indisposição é o que mais incomoda!
É cruel ter de escolher entre qualidade de vida e uma aparência bonita, ou tomar remédios ou injeções frequentemente e como principal efeito colateral, engordar e sentir-se feia.
Tenho várias amigas e tomam hormônios, os mesmo que eu usava, aliás e para elas não houve nenhum incômodo. Tentei trocar de remédio para ver se melhorava e a mesma coisa.
Tem aqueles em adesivos para o corpo, mas nem experimentei pois são muito caros, e mesmo que fossem melhores para mim, não teria acesso continuo para seguir como tratamento.
Gostaria que houvesse outra alternativa. Com os avanços da ciência e medicina...
Dia Nacional de Visibilidade das Travestis e Transexuais
Depois de alguns contratempos (carro quebrou), consegui finalmente chegar ao local da manifestação, que teria incio as 14:00 e término as 17:00Hs. Mas cheguei pouco antes das quatro, e já não havia mais ninguém.Fiquei super triste por ser esta uma data especial que marca nossa luta por igualdade de direitos, respeito e cidadania! Fiz um protesto solitário, até que felizmente, encontrei a querida amiga e também militante LGBT Bruna Torres.
Ficamos as duas, até a chegada de mais uma transexual, a Rafa, que está no grupo do HCPA a espera da cirurgia! Uma pena, infelizmente não terem cumprido o tempo previsto para a manifestação, pois além do ato fazer parte do projeto em conjunto com a SMDHSH, perdeu-se a oportunidade de alcançar mais pessoas, pois quando o Parque começava a receber mais pessoas, e até mesmo a mídia chegava, estávamos apenas nós quatro. O rapaz do SBT disse que nem faria as imagens para não contar contra o movimento...
Queremos Visibilidade e Respeito, mas na hora de mostrar o rosto e a voz, cadê o comprometimento?
Se não temos três horas para dedicação integral à causa, o que estamos fazendo e querendo afinal? Pena...
Ficamos as duas, até a chegada de mais uma transexual, a Rafa, que está no grupo do HCPA a espera da cirurgia! Uma pena, infelizmente não terem cumprido o tempo previsto para a manifestação, pois além do ato fazer parte do projeto em conjunto com a SMDHSH, perdeu-se a oportunidade de alcançar mais pessoas, pois quando o Parque começava a receber mais pessoas, e até mesmo a mídia chegava, estávamos apenas nós quatro. O rapaz do SBT disse que nem faria as imagens para não contar contra o movimento...
Queremos Visibilidade e Respeito, mas na hora de mostrar o rosto e a voz, cadê o comprometimento?
Se não temos três horas para dedicação integral à causa, o que estamos fazendo e querendo afinal? Pena...
Dia Nacional de Visibilidade das Travestis e Transexuais
Neste dia 29 (jan.) acontecerão em vários estados do país, ações alusivas ao Dia da visibilidade Trans.
Serão seminários, manifestações, palestras, circulação de cartazes, sessões de filmes e caminhadas.A escolha da data surgiu do lançamento da campanha do MS chamada Travesti e respeito: já está na hora de os dois serem vistos juntos, que foi promovida em janeiro de 2004, com representações trans nacionais.
E é uma oportunidade para realizarmos ações afirmativas para fomentar a tolerância e a informação, diminuindo -se assim o preconceito e as situações constrangedoras que uma transexual ou travesti sofre por exemplo, quando não é chamada por seu nome social, ou é impedida de utilizar o banheiro feminino.
Travestis e transexuais são sem dúvida as maiores vitimas de violencia contra LGBT's, pois carregamos na cara e no peito nossa "diferença", que nos torna também vulneráveis à discriminação e todas as formas de transfobia. É impossivel para uma travesti ou transexual ao sair de casa, deixar o rosto junto com o silicone dentro de uma gaveta!!! Então temos que criar ferramentas de inclusão social e resgate da cidadania trans.
Esta é uma oportunidade de mostrar que somos unidas e organizadas, e que existimos além dos salões de cabelereiros, das esquinas e boates "GLS". Mas que ocupamos sim nosso espaço na sociedade, conhecemos nossos direitos e somos seres humanos que sonham, com "O DIREITO DE SER QUEM SOMOS" !
Em Porto Alegre, terá uma ação no Parque Farroupilha (Redenção) em parceria da ONG Igualdade e SMDHSH. com distribuição de material gráfico com informações referentes a data.
O quiosque estará no Brique, enfrente ao Monumento ao Expedicionário, e a participação de tod@s é fundamental.
Por Cristyane Oliveira.
Seminário da Visibilidade Trans em Brasília
Dia 29 de janeiro é o Dia da visibilidade das travestis e transexuais.
Em virtude da data, no dia anterior, acontecerá no Distrito Federal,
o 3º Seminário da visibilidade de Travestis e transexuais.
O auditório da CUT/DF sediará o evento, que contará com debates e
foco na despatologização da Transexualidade e na transfobia sofrida
por essa população.

informações: (61) 8424-3878 e 8487-1315.
Em virtude da data, no dia anterior, acontecerá no Distrito Federal,
o 3º Seminário da visibilidade de Travestis e transexuais.
O auditório da CUT/DF sediará o evento, que contará com debates e
foco na despatologização da Transexualidade e na transfobia sofrida
por essa população.

informações: (61) 8424-3878 e 8487-1315.
São Paulo terá programação de visibilidade trans
Por : Hélio Filho
CRD de São Paulo sedia programação sobre visibilidade de pessoas transO Centro de Referência da Diversidade (CRD) de São Paulo vai sediar entre os próximos dias 27 e 29, sempre às 16h, uma programação especial gratuita em comemoração ao Dia da Visibilidade de Pessoas Trans, 29 de janeiro. O objetivo é combater a discriminação contra travestis, transexuais e transgêneros. Confira a programação:
27/01 – Vídeo-debate sobre transexualidade
28/01 - Lançamento do livro “Diversidade Revelada” e exposições de fotos de travestis e transexuais da cidade de São Paulo
Centro de Referência da Diversidade: Rua Major Sertório, 292,294 - República
Tel.: (11) 3151-5786
27/01 – Vídeo-debate sobre transexualidade
28/01 - Lançamento do livro “Diversidade Revelada” e exposições de fotos de travestis e transexuais da cidade de São Paulo
Centro de Referência da Diversidade: Rua Major Sertório, 292,294 - República
Tel.: (11) 3151-5786
Fonte: http://mixbrasil.uol.com.br/
27/05/2009 - Mais um travesti é assassinado em Curitiba
Marcelo Vellinho e Fábio Schatzmann
Quatro travestis foram assassinados em Curitiba, em menos de um mês. Desta vez, o crime aconteceu na Rua Mamoré, Mercês, por volta das 2h de ontem. A vítima, identificada por amigas como “Dara”, foi morta com tiros na cabeça, no banco traseiro do Uno placa IDU5731.
Testemunhas viram um homem e duas mulheres (ou travestis), saindo do carro logo após o crime, porém ninguém foi identificado. A Delegacia de Homicídios investiga as mortes dos travestis.
O superintendente da DH, Odimar Klein, informou que “Dara” foi baleada com o veículo em movimento. O carro só foi estacionado uma quadra depois. “Seguranças que trabalham na rua viram três pessoas saindo do carro andando”, disse.
Janaina Monteiro
O coordenador do Centro de Referência João Antônio Mascarenhas, do Cepac (Centro Paranaense de Cidadania) - que presta atendimento a homossexuais e travestis vítimas de violência - informou que a Aliança Paranaense pela Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) marcou para amanhã uma reunião com representantes de movimentos sociais para tratar da intolerância.
O encontro será realizado às 18h, na sede da organização (Avenida Marechal Floriano Peixoto, 366, 4.º andar). “Vamos nos reunir com movimentos que representam judeus, negros e mulheres para armar uma frente de combate ao neonazismo. A sociedade curitibana ainda é muito conservadora. Nessa reunião pretendemos planejar uma campanha de combate à intolerância”, contou Márcio.
Preconceito
Segundo ele, a maioria dos travestis e transexuais que vive em Curitiba e região trabalha como profissionais do sexo. “Eles saem muito cedo da escola por não aguentar o preconceito. Como meio de sobrevivência, restam as ruas. É uma necessidade e não uma opção”, avaliou. “Normalmente elas são expulsas pela família ou decidem sair de casa para fugir dos problemas que a opção sexual acarretaria.”
Fonte: paranaonline.com.br
Quatro travestis foram assassinados em Curitiba, em menos de um mês. Desta vez, o crime aconteceu na Rua Mamoré, Mercês, por volta das 2h de ontem. A vítima, identificada por amigas como “Dara”, foi morta com tiros na cabeça, no banco traseiro do Uno placa IDU5731.
Testemunhas viram um homem e duas mulheres (ou travestis), saindo do carro logo após o crime, porém ninguém foi identificado. A Delegacia de Homicídios investiga as mortes dos travestis.
O superintendente da DH, Odimar Klein, informou que “Dara” foi baleada com o veículo em movimento. O carro só foi estacionado uma quadra depois. “Seguranças que trabalham na rua viram três pessoas saindo do carro andando”, disse.
Janaina Monteiro
O coordenador do Centro de Referência João Antônio Mascarenhas, do Cepac (Centro Paranaense de Cidadania) - que presta atendimento a homossexuais e travestis vítimas de violência - informou que a Aliança Paranaense pela Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) marcou para amanhã uma reunião com representantes de movimentos sociais para tratar da intolerância.
O encontro será realizado às 18h, na sede da organização (Avenida Marechal Floriano Peixoto, 366, 4.º andar). “Vamos nos reunir com movimentos que representam judeus, negros e mulheres para armar uma frente de combate ao neonazismo. A sociedade curitibana ainda é muito conservadora. Nessa reunião pretendemos planejar uma campanha de combate à intolerância”, contou Márcio.
Preconceito
Segundo ele, a maioria dos travestis e transexuais que vive em Curitiba e região trabalha como profissionais do sexo. “Eles saem muito cedo da escola por não aguentar o preconceito. Como meio de sobrevivência, restam as ruas. É uma necessidade e não uma opção”, avaliou. “Normalmente elas são expulsas pela família ou decidem sair de casa para fugir dos problemas que a opção sexual acarretaria.”
Fonte: paranaonline.com.br
Cinco travestis são baleados no Centro de Curitiba; dois morrem
Dois homens armados chegaram ao restaurante, entraram no estabelecimento e dispararam contra os travestis
Cinco travestis foram baleados em um restaurante no Centro de Curitiba na madrugada desta terça-feira (21), segundo informações da Rádio Banda B. Dois deles morreram e os outros três estão internados, mas não correm de risco de morte.
De acordo com testemunhas, dois homens armados chegaram ao local com uma moto, entraram no estabelecimento e dispararam contra os travestis. Depois de dispararem contra o grupo, os criminosos teriam ido ainda a um videokê nas imediações e efetuado outros tiros, mas ninguém ficou ferido. Eles portavam pistolas calibre .40 e 380.
O crime pode ter sido motivado por uma briga que teria acontecido antes dos disparos. De acordo com as vítimas, durante a madrugada um carro passou atirando cerveja contra os travestis, que revidaram atirando pedras no veículo.
Agentes da Delegacia de Homicídios realizam as investigações.
Manifestação
A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) se manifestou sobre o caso e divulgou a nota enviada para a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos e ao Secretário de Estado da Segurança Pública, Coronel Aramis Linhares Serpa.
Na nota, a associação pede que as autoridades tomam atitudes punitivas para com os agressores. "Assim sendo, vimos por meio deste solicitar esforços por parte das autoridades competentes para que os autores do crime sejam identificados e punidos exemplarmente. A impunidade não pode ser admitida em qualquer hipótese e, sobretudo num caso de violência tão estarrecedora como este, há de ser dado um exemplo claro de que as forças de segurança farão cumprir a lei, independente da orientação sexual ou identidade de gênero das vítimas", conclui a nota.
Fonte: http://www.bemparana.com.br/
Cinco travestis foram baleados em um restaurante no Centro de Curitiba na madrugada desta terça-feira (21), segundo informações da Rádio Banda B. Dois deles morreram e os outros três estão internados, mas não correm de risco de morte.
De acordo com testemunhas, dois homens armados chegaram ao local com uma moto, entraram no estabelecimento e dispararam contra os travestis. Depois de dispararem contra o grupo, os criminosos teriam ido ainda a um videokê nas imediações e efetuado outros tiros, mas ninguém ficou ferido. Eles portavam pistolas calibre .40 e 380.
O crime pode ter sido motivado por uma briga que teria acontecido antes dos disparos. De acordo com as vítimas, durante a madrugada um carro passou atirando cerveja contra os travestis, que revidaram atirando pedras no veículo.
Agentes da Delegacia de Homicídios realizam as investigações.
Manifestação
A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) se manifestou sobre o caso e divulgou a nota enviada para a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos e ao Secretário de Estado da Segurança Pública, Coronel Aramis Linhares Serpa.
Na nota, a associação pede que as autoridades tomam atitudes punitivas para com os agressores. "Assim sendo, vimos por meio deste solicitar esforços por parte das autoridades competentes para que os autores do crime sejam identificados e punidos exemplarmente. A impunidade não pode ser admitida em qualquer hipótese e, sobretudo num caso de violência tão estarrecedora como este, há de ser dado um exemplo claro de que as forças de segurança farão cumprir a lei, independente da orientação sexual ou identidade de gênero das vítimas", conclui a nota.
Fonte: http://www.bemparana.com.br/
Deixem-nos Viver!
É com tristeza que escrevo estas linhas. Trata-se de um post referente ao ato máximo da Tansfobia, ASSASSINATO! Pois em vários estados do Brasil, ao longo deste ano, e desta década em geral, perdemos muitas companheiras, amigas, colegas ou simplesmente conhecidas travestis e transexuais, vitimas de assassinato.
Em Curitiba, este ano foi marcado pela morte cruel detrans, principalmente agora, no ultimo semestre. Só em dezembro, duas pessoas (travestis e transexuais) foram mortas e tres hospitalizadas, vitimas de um atentado em um bar no centro da cidade (Gato Preto).
E este foi o segundo caso do mes, pois o primeiro não cito por falta de informações...
Partilho da tristeza de minhas amigas Curitibanas. Conversei com algumas e o sentimento comum é o de desproteção, impunidade e medo.
Não sei bem como está sendo a articulação dos movimentos sociais (principalmente LGBT) sobre esta questão, mas buscarei informações e adicionarei ao post.
Sempre tive (e tenho) Curitiba como um bom lugar para se viver. Uma cidade limpa, moderna, linda e tolerante... Penso que estas atitudes e monstruosidades devem estar sendo praticadas por um pequeno grupo de seres que não podem ser classificados como humanos e nem gente. não sabemos ainda o que teria desencadeado essas agressões e mortes no municipio e no estado.
Sei apenas que a noite de 21 de dezembro de 2010 ficou marcada como uma noite de horror para a comunidade trans local e de todo o Brasil.
Eduarda Rezende e Mirella tiveram seus sonhos de Natal e seus projetos para 2011 ceifados, vitimas da intolerância, da covardia e da impunidade que diz "Quem mata travesti, livra a sociedade"! "...Se mataram era porque certamente deviam algo", enfim, colocam-nos sempre no papel de vilãs; nunca no papel da filha amada que não voltará para casa para a ceia de Natal!!!
Brasil é recordista em mortes de transexuais
No ano passado, pelo menos 179 pessoas foram assassinadas por serem transexuais em todo o mundo. Quase todos eles eram negras e pobres. Como nos anos anteriores, a maior parte dos casos registrados (e boa parte dos casos não são registrados) ocorreu na América Latina. A região concentra 80% das mortes computadas desde janeiro de 2008. No Brasil, ocorreram 59 assassinatos em 2008, 68 em 2009 e 74 em 2010 (até o mês de novembro). O país está bem longe do segundo colocado, a Guatemala, e do terceiro, o México.
Não é surpresa. O país também é um dos recordistas mundiais num crime correlato, o assassinatos de gays. Episódios ocorridos recentemente em São Paulo – dois garotos xingados e espancados por adolescentes ricos na avenida Paulista – e no Rio – estudante baleado durante a Parada Gay – ilustram o problema. Segundo um relatório anual publicado pelo Grupo Gay da Bahia, uma das organizações mais antigas e combativas de defesa dos direitos dos homossexuais no país, um gay brasileiro foi morto a cada dois dias nos últimos dois anos. É uma média 54% superior à dos dois anos anteriores. As estatísticas globais sobre crimes contra transexuais foram compiladas pelos organizadores do Dia Internacional da Memória Trans (Transgender Day of Remembrance), celebrado todos os anos, no dia 20 de novembro há 12 anos. Ele está aí para que os crimes derivados do preconceito não caiam no esquecimento. Este ano, a data foi marcada por eventos em 180 cidades em 19 países, dentre eles Israel, África do Sul e a ultra-muçulmana Malásia. Na Turquia, outro país islâmico, a data foi lembrada com um congresso que durou toda uma semana de celebrações. No entanto, no Brasil, um país supostamente mais liberal, nenhuma cidade participou.
por Regina Scharf (pagina22.com.br)
Não é surpresa. O país também é um dos recordistas mundiais num crime correlato, o assassinatos de gays. Episódios ocorridos recentemente em São Paulo – dois garotos xingados e espancados por adolescentes ricos na avenida Paulista – e no Rio – estudante baleado durante a Parada Gay – ilustram o problema. Segundo um relatório anual publicado pelo Grupo Gay da Bahia, uma das organizações mais antigas e combativas de defesa dos direitos dos homossexuais no país, um gay brasileiro foi morto a cada dois dias nos últimos dois anos. É uma média 54% superior à dos dois anos anteriores. As estatísticas globais sobre crimes contra transexuais foram compiladas pelos organizadores do Dia Internacional da Memória Trans (Transgender Day of Remembrance), celebrado todos os anos, no dia 20 de novembro há 12 anos. Ele está aí para que os crimes derivados do preconceito não caiam no esquecimento. Este ano, a data foi marcada por eventos em 180 cidades em 19 países, dentre eles Israel, África do Sul e a ultra-muçulmana Malásia. Na Turquia, outro país islâmico, a data foi lembrada com um congresso que durou toda uma semana de celebrações. No entanto, no Brasil, um país supostamente mais liberal, nenhuma cidade participou.
por Regina Scharf (pagina22.com.br)
Roberta Close.
Hoje, (07 de dezembro) é o aniversário alguém que é a musa inspiradora de TODAS as transexuais com pelo menos 20 anos, ou que conheçam sua história e suas vitórias.
Eu, em minha infância (9 anos) ouvi falar de Roberta ao ver sua foto lindissima na revista Contigo! e fiquei encantada!!!
Lembro-me muito bem da fotografia, ela sentada, em um estudio tipo escritório e com suas madeixas volumosas e de um brilho intenso estratégicamente "jogados" todos para um lado... Jamis esqueci daquele dia. Pois ouvi uma conversa de "ela era homem..." "...mudou de sexo..." Dai pedi para ver a foto na revista para ver quem era.
Era para mim (até hoje) impossivel que tanta beleza, delicadeza e essências totalmente femininas, pudessem vir de alguém nascido sob o sexo masculino.
E a partir dai, todos os meses quando minha prima recebia a revista eu pedia para dar uma olhadinha, e procurava por Roberta.
Mas já nem precisava, pois era o auge de Roberta na mídia. Ela estava sempre no saudoso Viva a Noite e em alguns outros programas do SBT, principalmente que sempre deram espaço para a TRANSEXUAL MOR em seus programas.
Na TV, então, ficava boquiaberta acompanhando seus movimentos, suas jogadas de cabelos, sua voz, o tom de sua pele e sua imensa simpatia e carisma!
Roberta merecia toda a fama e espaço que havia conquistado. E assim, tornou-se minha 1ª musa.
Cito Vivian Proença, minha Musa (com M maiúsculo), e espero postar sobre ela, mas quando conseguir uma entrevista com a Musa, pois ela reside em Cruz Alta.
Hoje mais do que nunca, como diz minha amiga Welluma Brown, "Roberta é uma senhora!" Mantém seu charme e sua beleza intactos, mas sua elegancia e a maturidade (?) tornaram-na uma linda senhora; casada, realizada e feliz.
Toda a sorte, saúde e sucesso à Roberta!!!
Eu, em minha infância (9 anos) ouvi falar de Roberta ao ver sua foto lindissima na revista Contigo! e fiquei encantada!!!
Lembro-me muito bem da fotografia, ela sentada, em um estudio tipo escritório e com suas madeixas volumosas e de um brilho intenso estratégicamente "jogados" todos para um lado... Jamis esqueci daquele dia. Pois ouvi uma conversa de "ela era homem..." "...mudou de sexo..." Dai pedi para ver a foto na revista para ver quem era.
Era para mim (até hoje) impossivel que tanta beleza, delicadeza e essências totalmente femininas, pudessem vir de alguém nascido sob o sexo masculino.
E a partir dai, todos os meses quando minha prima recebia a revista eu pedia para dar uma olhadinha, e procurava por Roberta.
Mas já nem precisava, pois era o auge de Roberta na mídia. Ela estava sempre no saudoso Viva a Noite e em alguns outros programas do SBT, principalmente que sempre deram espaço para a TRANSEXUAL MOR em seus programas.
Na TV, então, ficava boquiaberta acompanhando seus movimentos, suas jogadas de cabelos, sua voz, o tom de sua pele e sua imensa simpatia e carisma!
Roberta merecia toda a fama e espaço que havia conquistado. E assim, tornou-se minha 1ª musa.
Cito Vivian Proença, minha Musa (com M maiúsculo), e espero postar sobre ela, mas quando conseguir uma entrevista com a Musa, pois ela reside em Cruz Alta.
Hoje mais do que nunca, como diz minha amiga Welluma Brown, "Roberta é uma senhora!" Mantém seu charme e sua beleza intactos, mas sua elegancia e a maturidade (?) tornaram-na uma linda senhora; casada, realizada e feliz.
Toda a sorte, saúde e sucesso à Roberta!!!
Argentina concede documento de identidade a transexual
A argentina Tania Luna se transformou nesta quinta-feira na primeira pessoa da América Latina a receber um documento que reconhece sua identidade de mulher, apesar de ter nascido homem e de não ter se submetido a uma cirurgia de mudança de sexo.
"A minha situação é de privilégio", assegurou Tania na sede do Parlamento, onde a Comunidade Homossexual Argentina (CHA) entregou seu novo Documento Nacional de Identidade, considerado um fato histórico pelas organizações de luta pelos direitos civis.
Tania, uma atriz de 27 anos, agradeceu a sua família e às organizações que a ajudaram a ver em um documento o nome com o qual se rebatizou há 11 anos e pediu a sanção de uma lei para que outras pessoas consigam por via judicial o que ela conseguiu. Com a apresentação do novo documento, a comunidade homossexual e transexual deu uma nova mostra de apoio ao projeto de lei apresentado no mês passado, que fixa novas pautas para entender as identidades dos transexuais.
A lei contempla pontos como não considerar doença as identidades trans, que o trâmite de reconhecimento seja administrativo perante o Registro Civil, e incorpora a não discriminação das identidades transexuais. Até 2008, a jurisprudência argentina admitia apenas duas questões: que os transexuais realizassem cirurgias "para mudar de sexo" e que, já submetidos a intervenções cirúrgicas, trocassem seus documentos.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010 Argentina concede documento de identidade a transexual Fonte: http://noticias.terra.com.br
"A minha situação é de privilégio", assegurou Tania na sede do Parlamento, onde a Comunidade Homossexual Argentina (CHA) entregou seu novo Documento Nacional de Identidade, considerado um fato histórico pelas organizações de luta pelos direitos civis.
Tania, uma atriz de 27 anos, agradeceu a sua família e às organizações que a ajudaram a ver em um documento o nome com o qual se rebatizou há 11 anos e pediu a sanção de uma lei para que outras pessoas consigam por via judicial o que ela conseguiu. Com a apresentação do novo documento, a comunidade homossexual e transexual deu uma nova mostra de apoio ao projeto de lei apresentado no mês passado, que fixa novas pautas para entender as identidades dos transexuais.
A lei contempla pontos como não considerar doença as identidades trans, que o trâmite de reconhecimento seja administrativo perante o Registro Civil, e incorpora a não discriminação das identidades transexuais. Até 2008, a jurisprudência argentina admitia apenas duas questões: que os transexuais realizassem cirurgias "para mudar de sexo" e que, já submetidos a intervenções cirúrgicas, trocassem seus documentos.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010 Argentina concede documento de identidade a transexual Fonte: http://noticias.terra.com.br
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