Mostrando postagens com marcador Transexualidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Transexualidade. Mostrar todas as postagens

Uso dos espaços específicos (masculinos ou femininos) por pessoas trans


Hoje, em meio ás comédias, até me identifiquei  com a situação da Valéria Vasquez, do 'Zorra Total', que ao desejar ingressar no vagão específico para mulheres no metrô, foi barrada e até humilhada... Lógico que essa é uma caricatura da realidade, um retrato exagerado, mas real de situações constrangedoras vivenciadas todos os dias por pessoas trans no Brasil.

Essa questão de em algumas escolas proibirem as trans ou travestis de frequentar o banheiro feminino, e algumas emresas que ainda hoje, com tanto exclarecimento e avanços em questões de legislações, direitos e visibilidade de cidadania trans, infelizmente isso ainda é parte do cotidiano. O que reforça o preconceito e estimula outras situações vexatórias. Viola direitos básicos, fere o artigo que assegura a dignidade da pessoa humana na Constituição Federal e no caso dasescolas, causa bulling ou até evasão escolar.

Felizmente a justiça, a legislação em sí, tem contribuido com a quebra de estigmas e inserindo essa população em todos os cenários sociais. Aqui no Sul, temos leis especificas para escolas, penitenciárias, estabelecimentos comerciais, e até para os serviços de saúde pública Todos garantindo e assegurando o respeito ao gênero e á identidade de gênero; incluindo o uso de banheiro especifico ao gênero expressado pela pessoa, uso do nome social, selas próprias para travestis e transexuais no Presídio Central de Porto Alegre, etc...

Quase todas essas conquistas, que tornam o Rio Grande do Sul pioneiro em direitos LGBT, foram resultado de anos de trabalho e atuação expressiva de ONGs, principalmente da IGUALDADE/RS - Associação de Travestis e Transexuais do Rio Grande do Sul. A instituição tem mais de dez anos de ativismo, e é atualmente presidida por Marcelly Malta, travesti que participou da fundação da ONG.Marcelly é incansável na luta pelos direitos, e sedenta de conquistas e visibilidade para travas e trans. Por respeito e dignidade!

Toda travesti, e toda transexual tem pelo menos uma história de algum incidente pessoal relativo ao uso de banheiro, e várias outras de amigas e ou conhecidas que passaram por algo assim. Aqui em Porto Alegre, existe a proposta de vagão específico para as mulheres, mas creio que não deve ser uma imposição esse direito. Pois também não é agradável permanecermos em um lugar onde não somos bem vindas... E como diz minha amiga Glória Crystal: Não queremos que nos aceitem, exigimos que nos respeitem!!!

Inglês muda de sexo e se casa novamente com a esposa

Primeiro, Barry e Anne Watson se casaram como homem e mulher.


Mas, nove anos depois, eles voltaram a se casar. Desta vez, Barry disse o "sim" como Jayne. Sim, ele fora submetido a um cirurgia de mudança de sexo.
Barry-Jayne contou que, inicialmente, a esposa ficara furiosa com a decisão dele de mudar de sexo. Mas o ex-motorista de ônibus de 43 anos foi em frente.

"Dizer à mulher que eu amo que queria ser uma mulher não foi fácil", afirmou, segundo o "Mirror".
O britânico contou que Anne, de 53 anos, estava desconfiada de que ele tivesse tendo um caso com uma mulher. Que nada! O marido afirmou que "apenas queria ser como ela" e se manter casado.

Assim, eles se casaram pela segunda vez.

"Agora vamos conversar sobre cabelos, roupas e maquiagem. Nosso segundo casamento foi mais especial que o primeiro", contou ela.
Anne e Jayne vivem em Halifax (Inglaterra).

Fonte: por Fernando Moreira (globo.com/blogs/pagenotfound)

Novela "Vidas em Jogo" da Rede Record tem personagem transexual.

Acompanho desde o primeiro capítulo a novela Vidas em Jogo, e gosto muito dessa que penso ser uma trama completa, inusitada e surpreendente, pelos temas abordados, e as situações apresentadas de forma tão realista.
A novela prende e cativa os telespectadores, pois são surpresas a cada capítulo ou semana.
São retratadas as mudanças estéticas e comportamentais (e de caráter) passadas por quem ganha na loteria, ou por quem os inveja.
E por conta dessa inveja, segredos de cada participante desse bolão ganhador da "Mega da Virada" são usados para impedí-lo de cumprir uma tarefa necessária para garantir a segunda parcela do prêmio de 200 milhões de reais.
Uma das participantes, Dona augusta (Denise del Vecchio), tem um doceria, a Doce Dança. E como arriscou à cumprir sua missão, teve seu segredo revelado: ela é uma transexual, e não é a mãe de Raimundo (Rômulo Arantes Neto), mas seu pai!
Esse segredo, após revelado causou uma fúria tamanha no jovem, que agride verbalmente a mãe que o criou com tanto amor, e agora é sabido ser seu pai biológico. Ele grita na confeitaria o segredo de Augusta, chamando-a de aberração e Augusta passa mal e tem um infarto, indo para a UTI.
O rapaz pareçe esquecer todo o amor recebido durante toda a infância e adolescencia e somente pensa na mãe com raiva, como um doente, uma aberração, e deseja interditá-la alegando que um homem que veste-se de mulher e mente diurante toda a vida para o filho ser sua mãe, é uma pessoa doente, e também deseja denuncia-la por falsidade ideológica.
Raimundo não se comove nem ao saber que a mãe piorou e retornou à UTI, depois de já estar no quarto do hospital. Agora é esperar os próximos capitulos para ver se amor falará mais alto do que o preconceito.
Outros temas importantes abordados em Vidas em Jogo são a violência doméstica contra a mulher, a contaminação por HIV, casal sorodiscordante, a síndrome de down, entre outras.
A Rede Record me surpreendeu, por produzir uma trama com conteúdo, pelas questões sociais abordadas, e um elenco escolhido à dedo (com excessão do Carlos, André Di Mauro que não sinto vida na interpretação).  Parabéns à Rede Record, crescendo e dando o nome em novelas no Brasil.

Travestis e transexuais em "A LIGA", na TV Bandeirantes

No programa de hoje, A Liga mostrou um pouco da vida de travestis e transexuais.
Achei meio superficial o conteudo em si, com excessão da entrevista da professora Brenda, transexual paranaense. Ao relatar suas vivencias, sua tragetória e transformação, a dificuldade de realizar a operação e a convivência respeitosa com seus alunos e colegas professores, mostrou muito do que é ser transexual, em vários âmbitos e ângulos da vida e sociedade. O amor de sua familia e principalmente de sua mãe, expressada na fala de uma senhora que ama sua filha independente de sexo, gênero ou orientação sexual, mas respeitando e amando o SER ao qual ela deu a vida.
As falas de Jean Wyllys enriqueceram grandemente a matéria, uma vez que fala com propriedade e profundo respeito e conhecimento sobre sexualidade, homossexualidade e transexualidade. Esclarecer as diferenças entre sexo (expressão biológica) gênero (com o qual eu me identifo ou epresso seja masculino ou feminino) e orientação sexual (para onde meu desejo se orienta, independente de meu sexo biológico e da identidade de gênero) creio que foi uma contribuição super importante do deputado do PSOL.
A transexual Joice [que na matéria aparece com a descrição "travesti], e após 4 anos operada se prostitui também mostra uma parte oculta, mas também importante da população de transexuais. Penso ser uma parte importante pelo fato de existirem muitas transexuais profissionais do sexo, mas esse tabu as obriga a inventar profissões como cabeleireiras, empresárias, etc, até para não serem impossibilitadas de operar. De serem excluidas do grupo de acompanhamento para a realização da operação. e após operadas, parece que esse estigma de prostituição pesa ainda mais, e elas ficam ainda mais marginalizadas e vulneráveis (por conta da invisibilidade) até.
Joice conta que trabalha durante o dia em uma clinica, e trabalha paralelamente como acompanhante a noite. Isso mostra que até mesmo sem usar da redundancia de "falta de oportunidades, necessidade", tem transexuais que se prostituem por opção apenas, o que não as torna menos dignas ou humanas.
Como já disse uma vez; se homens, mulheres e travestis se prostituem, por que transexuais não podem se prostutuir? Machismo, preconceito ou hipocresia?
Uma coisa que notei foi a confusão entre travesti e transexual (qual é o que) pois apresentaram a transexual e na legenda, abaixo de seu nome apareçe "travesti", e da gaúcha Juliana aparece "deseja mudar de sexo", como se somente após a readequação ela fosse transexual de fato.Como ser transexual apenas apos a operação? e as pessoas que por algum motivo (ex. saúde) não podem submeter-se ao procedimento de redesignação sexual? Creio que em alguns pontos, o programa deixou a desejar, mas positiva a discussão, uma vez que o assunto transexualidade está em voga, com as participações de Lea T em programas com sua falas claras e maduras, a visibilidade de ariadna após sua curta passagem pelo BBB, entre outr@s transexuais que estão em evidencia (exemplo do participante transexual na versão Argentina do BBB e do filho de Cher).
Me incomodou um pouco a fala da (linda) travesti que culpa sua familia, ao dizer que a prostituição ocorre por falta de acolhimento familiar, que tendo-se uma base de amor familiar, jamais uma pessoa se prostitui. E prostituição nada tem a ver com desamor, e sim com diversas situações ou circunstâncias da vida de cada um, seja é uma questão pessoal e individual. Conheço gente que se prostitui porque gosta, e gente que se prostitui para comer, pagar o aluguel porque não tem ninguém no mundo e a vida não lhe deu outras escolhas. Isso sim é uma escolha, mas imputar culpa aos outros e vitimizar-se é fácil. Por isso admiro as pessoas bem resolvidas que admitem que se prostituem porque gostam, por escolha pessoal, ou porque trabalhando em um balcão de loja não ganhariam a metade do que ganham em uma semana.
No mais, gostei de ver um homem transexual falando por eles, e o respeito com que o tema foi abordado.

SIMPLISMENTE Lea T

Estava assistindo aos vídeos da participação da TOP Lea T no programa "de frente Com Gabi", no SBT, blog de minha querida Julia (The Duchess). Tem o link do blog nas indicações à direita.
 Muito coerente o posicionamento de Lea T sobre as vivencias de uma transexual... Acompanhando suas falas desde o começo, quando aliás fiz o primeiro post, noto que ela realmente tem acompanhado os debates via internet. Pois tem se politizado, e sua fala além de legitimidade, reflete o sentimento e pensamento da maioria das transexuais, pelo menos na maioria das coisas.

Ainda tem alguns pontos a serem revistos (como no ponto onde fala que sofria menos bullyng antes de "virar transexual". O correto seria após "assumir a transexualidade ou condição de gênero"), mas com o tempo, ela será certamente a voz das transexuais, na busca por visibilidade e cidadania! Senadora Lea T. rsrsrsrs

Só não concordei em duas situações, quando conta de sua estadia com as tres amigas, que em uma conversa, as amigas a "diagnosticaram" transexual por pensar e comportar-se como elas (mulheres). E novamente, ao falar sobre o (a) modelo croata, que por ser muito feminino (a), seria trans. Conheço travestis (Ex. Thalia Miranda) que são muito mais bonitas, femininas e "mulheres" do que eu e muita mulher biológica, até! Então, não é a beleza estética ou comportamental o fator determinante de diagnostico da transexualidade, A TRANSEXUALIDADE É INTERNA, NA ALMA!

Ponto super positivo a questão da realidade e seriedade com que trata o assunto, sem o "conto de fadas". Como por exemplo, quando fala sobre o resultado estético da neo-vagina. Um tabu do qual geralmente algumas pessoas fogem. É sempre complicado falar em resultados, sejam estéticos, a questão do gozo, dores, etc... Pois esses resultados variam sempre de pessoa para pessoa, dependendo de técnica utilizada na operação, cicatrização, lado psicológico, etc...

Demonstrou ser realmente muito madura em suas falas. Lea t é tão natural para tratar sobre sua sexualidade, falar sobre seu pênis e até como faz para esconde-lo que é até constrangedor não sentir seu embaraço em responder (fiquei penalizada, por ela ter de falar em nome de batismo, como esconder o volume do pênis, etc), e parece que para ela é muito natural.

Apesar de jovem, Lea demonstra maturidade suficiente para encarar e superar as barreiras da vida. Falar sobre a familia, familia, amor, carreira e futuro, sem "estrelismo" e de maneira centrada. Vivendo cada dia de uma vez, deixando as coisas acontecerem à seu tempo. Gostaria muito de aprender a ser um pouquinho assim.

Interessante também o fato de a psicóloga que a acompanha ter incentivado de que ela "precisa ser ativa antes de operar"... Mais uma coisa que ela fala com tranquilidade, sem falsos pudores. Tbém acho importante, essa "experiência" de certa forma (complexo), já escreví sobre isso em outro post também.
Pois penso ser importante, não para talvez a transexual desistir de operar, ver que não é transexual. Mas porque abre a mente e derruba tabús e preconceitos, permite o prazer sem barreiras e a experiência por sí só é única! Mas não é uma obrigação e nem necessário para todas as trans.

Afinal, como ela mesmo disse, a transexualidade nada tem a ver com sexualidade: posso ser transexual e ser lésbica, por exemplo. Ou bissexual.

Parabéns à ela pelas palavras sábias e por sua postura madura e centrada, retirando a imagem de que as transexuais seriam "loucas" e depressivas, etc... Muito bom acompanhá-la em seus discursos.
Só creio (há muito tempo) que ela não se submeterá a cirurgia não, não sei, é apenas intuição, opinião particular...

Ainda sobre a despatologização da transexualidade:

Estava lendo no Blog Trans Homem Brasil esta matéria do post abaixo sobre a despatologização da transexualidade. Concordo em muito com este belissimo texto.
Eu pessoalmente sempre fui de posição contrária à despatologização, por não sabermos ao certo no que tal atitude acarretaria. E pelo risco de interromper, ceifar os sonhos de milhares de homens e mulheres transexuais. E isso não seria justo, seria desconstruir uma pequena vitória, conquistada à duras penas.

Quando assisti à uma matéria sobre a liberação da cirurgia nos hospitais universitários à nivel experimental, nos meados de 1997, não cabia em mim de tanta emoção. O sonho inalcançável parecia mais possível, palpável, real. Ainda levei dois anos para conseguir ingressar no ProTIG (Programa de Transtorno de Identidade de Gênero), no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, tamanha a desinformação sobre o assunto.

Ligava para todos os possíveis hospitais (inclusive o HC) e diziam nem saber que existia essa cirirgia no Brasil. Tentei entrar em contato com jornais, revistas, a emissora da reportagem, e nada!
Mas não desistia, passavam-se tres ou quatro meses e tentava novamente. Quem sabe implantavam esse atendimento por aqui? Até que em 1999, ao ligar mais uma vez para o HC, tive a sorte de ser (bem) atendida por uma telefonista que sabia do ProTIG, e encaminhou minha chamada para o setor responsável, onde tive todas as informações necessárias e iniciei meu tratamento.

Foram dois anos e meio de acompanhamento por uma equipe multidisciplinar, em consultas individuais e em grupo. Passei por psicóloga, psiquiatra, fonoaudióloga, assistente social, ginecologista e urologista. Mas em nenhum momento fui tratada como doente, ou como vítima. O tratamento era igual e respeitoso. Na verdade eu nem conhecia o termo TRANSEXUAL, pois naquele tempo não era discutido e nem conhecido esse tema e essa questão. Ao chegar na primeira consulta, me identificava com uma travesti, mas com uma cabeça de mulher. Desejando "mudar de sexo" e assim adequar minha genitália à minha cabeça e minha alma.

E depois que me identifiquei e me reconheci enquanto transexual, descobri que de doente nem eu e (quase) nenhuma outra dos grupos tinha nada. Que a dita "doença" está somente no CID10, para servir de argumento para a cirurgia ser custeada pelo SUS. Só isso!
E sem termos a certeza de que retirando esse código (é só isso, um código) não prejudicaremos o tratamento e o acesso à ele de milhares de homens e mulheres transexuais de todo o Brasil.
E olha que tem apenas cinco ou seis estados com grupos e equipes formadas no pais.

Lembro com angústia e preocupação, de que seis meses antes de minha cirurgia, o SUS,MESMO SENDO CONSIDERADA COMO DOENÇA a transexualidade (transexualismo no CID10), negava-se à custear a cirurgia. E o pior, tinhamos de articular uma luta meio "na moita", interna para a retomada das cirurgias, pois se procurássemos mídias chegaria à opinião pública. E sabíamos que a repercusão seria negativa. E o resultado também.
Já imaginávamos a revolta de alguns preconceituosos e donos da verdade, argumentando que no Brasil, morre tanta gente por ano, à espera de algum procedimento cirúrgio de urgencia, então porque fazer mudanças de sexo, se isso seria uma "escolha" pessoal, não um problema de saúde?

Tivemos de procurar alguns políticos, a então Des. Maria Berenice Dias e algumas pessoas influentes, incluindo a direção do HC. Tudo sem levantar poeira e fazer alarde.
Ficou uma única alternativa, emergencial, utilizar o fundo de pesquisa destinado ao HC para custear temporareamente as cirurigias, para evitar que ficassem muitas em atraso e evitasse ou diminuísse o pânico e desânimo comum à tod@s transexuais que faziam parte dos grupos atendidos na época (eram quatro grupos, tendo uma reunião por semana com cada um. Cada grupo tinha uma reunião no mês).

Se a Transexualidade sendo entendida como doença, o SUS por vezes tenta abster-se de sua responsabilidade, imagino se a despatologização acontece de fato. Os argumentos para a negativa do Sistema Único de SAÚDE em custear o Processo transexualizador seria fundamentado em ser agora esta uma cirurgia "estética", uma vez não tratar-se mais de um problema de saúde, um transtorno de disforia de gênero. Tem de ser tudo muito bem pensado, articulado e alinhavado, inclusive com representantes do Ministério da Saúde, para depois não ter a necessidade de termos um grupo de trans de "copinho na mão" nas portas do SUS.

E depois de ter realizado a readequação, novamente um entrave com o custeador (SUS) levou à formação de um Grupo de Trabalho para a inclusão definitiva para a inclusão da Cirurgia de transgenitalização e do processo transexualizador na tabela do SUS, no Ministério da saúde em Brasília, do qual tive o privilégio de ser uma das titulares. Pois dalí saiu um compromisso com o então Secretário do Ministro, Gomes Temporão (que pouco tempo depois tornou-se Ministro da saúde) de reforçar um olhar sensivel à questão e tornar viável e definitivo essa inclusão. E assim aconteceu pouco tempo depois.

Então poderia sim ser um Tiro No Pé essa luta pela Despatologização da Transexualidade, apenas para gritarmos ao mundo que não somos doentes. Mas e a Transexualidade, não é então um problema de saúde pública? Estará o SUS desobrigado de custear o Processo Transexualizador? Quem pagará essa conta? As pobres trans, que por vezes não tem condições de pagar nem o implante mamário de próteses de silicone? Os homens trans, que necessitam de diversas cirurgias? As ONGs que "conquistaram" a retirada do sufixo "ismo" da transexualidade? Quem?

Todos sabemos que não somos doentes, que a Transexualidade não é doença. Que algumas doenças podem sim, surgirem causadas por tamanho sofrimento e desconforto com a realidade de ter um corpo com o qual não se identifica, e a "cura" ou o modo de amenizar estes malefícios é somente a redequação. Aqui não somente a sexual, mas a de gênero, passando por hormônios, depilação a laser para as trans, colocação de próteses, ginecomastia para os FTMs, e a social, iniciando com a retificação do registro civil e demais documentos civis. Um tratamento por completo. Seria melhor do que a despatologização por despatologizar! Pois seria uma luta que traria frutos certos, teria um alvo certo e resultados igualmente.

E lutar pela despatologização da Travestilidade, que isso sim é um absurdo. E a retirada das travestis do CID10 não traria a elas nenhuma perda. E nessa luta, estaríamos de mãos dadas com nossas amigas travestis. Há muitos anos atrás, em um Encontro regional (RS, SC e PR) de Travestis e Transexuais, muito discutiu-se sobre esta questão, e ficou acordado de pleitear-se a retirada das travestis do Código Internacional de Doenças (CID) e deixar-se, por hora as transexuais, uma vez que não sabia-se o resultado dessa retirada. E conversei muito sobre o assunto com a divina Keila Simpsom.
Tenho estado afastada do Movimento LGBT, mas não sabia da retomada dessa discussão, mas creio que ainda vai longe...

A despatologização da transexualidade.

Muito tem se falado sobre a despatologização da transexualidade. Acabei por pensar nesse texto, tentando ser o mais isento possível; partir de avaliações, e não de qualificações de que algo seja ruim ou bom.

É fato que a palavra doença é carregada de estigmas. O agente doente é aquele que precisa ser cuidado, tratado, curado; quase um incapaz tamanha sua dependência naquele momento. Isso tem um peso ao indivíduo, e ao social.
Mas quando a doença, ou algo assim dito, deixa esse status de “malignidade” e se torna uma condição ou uma variante?

Algumas pessoas se sentem mais confortáveis dizendo-se doentes, onde todo o processo de readequação é a cura. Outros renegam o rótulo de doença é se dizem apenas indivíduos diferentes, afinal todos somos diferentes de alguma forma. Tudo depende do ponto de vista do observador.

Um invalida o outro?
Ao meu ver não, até porque pessoas não são máquinas e tem cada qual suas limitações, medos, defesas, complexos, e não podem ser avaliadas por parâmetros alheios as vivências individuais de cada um.

Mas então despatologizar resolve?
Talvez. Mas é claro que tal ação gera a necessidade de reformulação do conceito terapêutico atual, e indo além, de uma readequação jurídica, já que as decisões na sua maioria, se baseiam em laudos e provas diagnósticas para garantir a um indivíduo algo que é de todos por direito: a dignidade da pessoa humana.

Urgiria também o cuidado com a reforma interna daqueles que assim se dizem, doentes, e que buscam uma cura, afinal, como faço eu então sem a minha referência de segurança?

Tudo isso me remete sempre ao conceito de normalidade. O que é ser normal? O que é normalidade? O normal é o usual?
O normal é tudo aquilo que não foge ao que conheço, que não me provoca questionamentos nem remete a situações internas latentes, que não gera conflitos sociais, morais, éticos. Se não conheço, afasto, é errado, é anormal.

Partindo dessa premissa, o normal seria a regra, e toda exceção o patológico. Quando a exceção torna-se comum e alcança o status de normalidade, não mais gera qualquer tipo de conflitos, e é aceita e vista como usual.
A  normalidade nega a diferença e a transforma em algo feio, doente, que carece de cura, que foge as regras.


Mas regra do quê? De quem?
As regras de uma convenção das leis, ou as regras inatas da natureza? Ou seriam as regras sociais sutilmente coercitivas, as quais, mesmo sendo todos diferentes em algum momento, não escapamos?

Fato é que dúvidas filosóficas à parte, para todo pleito, existem conseqüências hipotéticas. Meu sincero receio é que esse despatologizar gere por parte de uma camada da sociedade, e do poder público, um certo desleixo com relação a acompanhamento médico regular e adjacentes.


Sairíamos do status “maligno” pra o usual, e corremos o risco de sermos considerados como indivíduos que assim escolheram, então que arquem com as conseqüências sem usar dinheiro do governo, fundos de pesquisa entre outros.

“Mas eu não escolhi, nasci assim!”

O que nós leva a questão da causa da transexualidade. É biológica? É genética? É psicológica?
Pessoalmente, não descarto nenhuma possibilidade. Podem existir indivíduos com situações físicas de fato, outros com situações psicológicas e outros com concomitância de fatores. Não é possível generalizar um ser humano, por isso um não deveria ser preponderante ao outro, na hora de se objetivar um tratamento.

Vou além: na realidade, faz alguma diferença a causa? Ou o que importa é o que aquele indivíduo sente, que o leva a um desgaste físico e mental absurdos? O enfoque deveria ser o indivíduo e a procura de minorar o seu mal estar, de proporcionar uma melhor qualidade de vida ou uma disputa para provar que de fato temos direito de existir e receber tratamento?
Esqueci que o diferente nega a normalidade, e por isso é menos sucetível a direitos. Voltamos às regras, ao usual, ao “normal”.

Não acho que despatologizar seja algo inválido, apenas creio que é uma faca de dois gumes que pode gerar um resultado pouco interessante a princípio, mas nada que, em assim sendo, não possa ser trabalhado, pensado e organizado, e venha a ter seus frutos colhidos a médio e longo prazo.
Mas não creio que isso tire o preconceito que o ser transexual carrega, seja para ele mesmo ou para o leigo que não permite que o que difira de sua esfera interna exista no mundo.

É talvez a ponta do iceberg na busca de uma visão mais normativa, seja lá o que isso for, e menos assustadora da diferença. E por ser uma possibilidade, tem o seu lugar, o seu direito a ser tentada.
Notem que em nenhum momento estou me colocando contra nada nem ninguém, apenas traçando  pontos, possibilidades, conseqüências hipotéticas.
 
Sou alguém sempre pelo humano, pelo objetivo maior, pelo bem estar do indivíduo, mas não posso me escusar de jogar um olhar crítico sobre o possível resultado de uma determinada situação.


No final do dia o que interessa é: sejamos quem somos, de qualquer forma, somos semelhantes, com diferenças sim que não deveriam ser qualificadas ou quantificadas, mas incorporadas na busca de uma vivência individual e social mais plena e evolutiva, com direito e deveres sim, mas livres dos cárceres do medo, do ódio e da intolerância.
Texto original de: Trans Homem Brasil

Transexualidade ou "ismo" ???

Olha, já estou cansando desta história de transexualismo. Até agora julgava ser justo sermos consignadas "doentes" para termos o acesso gratuito ao processo transexualizador e a cirurgia de transgenitalização em si. Mas agora, com a ampla discussão que tem acontecido tanto na midia quanto na rede e demais espaços de discuções, penso que esta hipocrisia poderia cair por terra, pois TODO MUNDO já sabe que não somos doentes por sermos transexuais, que apenas desejamos a cirurgia e como é nossa maior necessidade toleramos o fato de estarmos com aquele (maldito) número de CID10 que nos garante que a (bendita) cirurgia seja custeada pelo SUS; só isso!
Mas em contra partida, somos vistas como doentes, o que dá margem para alguns trator-nos como anormais, aberrações, etc...
A transexualidade é sim um caso de saúde pública, penso eu, pelo sofrimento e causas consequentes da não aceitação e identificação do sexo de nascimento, agravadas caso não se tenha acesso à cirurgia.
Pois a cirurgia melhora e muito a qualidade de vida da pessoa trans após a readequação (ou redesignação) sexual. Algumas pessoas COMEÇAM suas vidas de fato APÓS a realização da operação.
Eu nunca me senti doente. Nunca me coloquei nesta condição para justicar meus conflitos pessoais ou me vitimizar dizendo ser doente...
Lembro ainda de vezes que todos parentes e alguns amigos viajavam à uma colonia de férias, por exemplo, e eu ficava só. Sofria muito, mas preferia assim pelo fato de que nesses lugares geralmente tem alojamentos masculinos e femininos. Naquele tempo, lá por 1995, nem se falava em transexualidade e as pessoas trans eram vistas como travestis, mas tratadas como homens.
Eu sentia-me "diferente" sabia que era uma mulher, mas não sabia era como mostrar isso aos outros. Minha esperança única era uma moça linda chamada Roberta Close, que havia quebrado todas as cadeias e libertado-se de um genital e tornando-se assim integralmente a mulher que sabia ser!
Então reflito e chego à essa conclusão que nunca fui doente de fato. Não era aquele órgão um tumor.
Era sim o que EU o transformaria, caso não o "removesse"; e então sim poderia ele ser um câncer, uma depressão, exclusão social ou um suicidio! Ou seja: penso não ser a transexualidade a doença e sim as causas (dependendo de como a trans lida) de não se ter acesso à cirurgia. Dai sim, Saúde Pública.
Então podemos ficar tranquilos, Mulheres e Homens transexuais, não somos doentes, somos pessoas sadias, fortes e aptas a lutar por nossa libertação, ACREDITAMOS e SOMOS sim quem acreditamos ser!!! Já está na hora de pensarmos em alternativas de garantirmos este direito sem ser visto como doença. Com a dignidade e o respeito que a questão mereçe e um acesso mais facilitado e amplo também. Pois em alguns estados, as transexuais (mesmo vistas e consideradas como doentes pelo MS) não tem direito ao serviço do Processo Transexualizador... É complicado e complexo!!!

Lea T, o Conto sem Fadas.

Gente, como eu gostei de ver a entrevista de Lea T ao Fantástico neste domingo (20/02/11).
Lea contou relatos sobre sua infancia, adolecencia e até da fase adulta de uma maneira que
jamais havia visto uma transexual fazer; com uma naturalidade e sem enfeitar as palavras ou situações, Lea abordou todos os assuntos que norteiam a transexualidade com serenidade, deixando transparecer
a realidade; SER TRANSEXUAL NÃO  É GLAMOUR (como falei à alguns posts atrás), não existe vantagem alguma em ser transexual, e apesar de sermos pessoas normais (como todos) somos cobradas e discriminadas o tempo todo. O fato é que a Top Model disse nesta entrevista coisas que até mesmo eu, por muitas vezes tive vontade de dizer em algumas das entrevistas que dei, mas não tive coragem, pelo fato de ser eu uma militante, formadora de opinião e iria possivelmente assim influenciar negativamente a outras pessoas. Mas esta é a verdade e a realidade de muitas senão da maioria das transexuais.



Não somos felizes, não temos tempo para isso. Pois como disse Lea, são os conflitos pessoais, a preocupação em tornar-se feminina, cirurgias pláticas (e as que não tem condições?), luta contra os pêlos do corpo, a dificuldade muitas vezes de acessar o programa do Processo Transexualizador, familia, escola, mercado de trabalho (fugir da prostituição), mudar o nome oficial nos documentos, etc...
Lea utilizou ainda de uma frase que uso e meu marido até me censura: "Não sou feliz, tenho é momentos de felicidade"! Isso define o porque de tantos casos de depressão em transexuais pré e pós- operatório.
É alarmante o número de transexuais que sofrem de depressão e problemas semelhantes, um dia postarei especificamente sobre este assunto.
A própria modelo contou que para fugir da prostituição, lugar onde a sociedade "empurra" geralmente as transexuais e travestis, ligou chorando para um amigo e ele a ajudou a ingressar no mundo das passarelas.

[Foi o momento de maior emoção para a moça e para mim, pois representa um pedido de socorro que já fiz e me cansei de esperar por respostas...]

Tenho como certo que a partir deste desabafo, sem estrelismo e sem aquele "conto de fadas" comum à questão, explorando de forma respeitosa e realista a transexualidade, algumas pessoas sentiram-se tocadas, sensibilizadas, identificadas, envergonhadas, apaixonadas, chocadas ou orgulhosas com este exemplo de vida e dignidade de uma transexual. mas o mais importante é que a matéria leve as pessoas a refletirem. A respeitar o ser humano, e não simplismente julgar e condenar sem saber que por detrás tem toda uma história, geralmente construida com muito sofrimento e lutas diárias para chegar até alí, à sua frente. Ninguém é juiz de ninguém. Cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é. Se eu tivesse o direito de escolha, certamente não teria escolhido ser transexual e sofrer tudo o que sofri e passar por tantas situações que passei e fiz minha familia, (que não escolheu ter uma transexual em seu seio) passar.

Enfim, agora que já assinei embaixo de tudo que a Lea T disse, pesquisarei mais sobre a moça na rede para de repente elaborar um post sobre a transexualidade em cada fase da vida de Lea, pois vi que ela lidou super bem com a questão, pois não usou o clichê que sempre se sentiu uma menininha, e disse que sentia-se um menino, percebia-se como um menino na idade de menino, passou pela fase de "se montar" quando foi travesti (segundo ela), e quando procurou auxilio profissional para entender o que acontecia consigo, pois não desejava namorar e nem ficar com meninos, pois sendo "travesti" pareceria uma "relação gay", então deseja realizar a cirurgia de readequação para adequar seu sexo de nascimento a sua cabeça e alma, agora entendidas como femininas.
Realmente uma história respeitável, uma menina Fantástica dando um Show da Vida!

A Desmistificação (e Glamourização) da Transexualidade!

Tô boba como a transexualidade tomou ares de popularidade e glamour... Um dos assuntos mais pesquisados na internet e dos mais abordados em programas de tevê.
Já dei entrevistas, informações à menin@s aqui no blog, e até pessoas que nunca haviam falado comigo aqui mesmo na rua, trocaram algumas palavras.
Dia desses mesmo fomos, meu marido e eu, comer um cachorro quente e o rapaz que atende lá já falou logo que chegamos: "viram que botaram uma pessoa diferente no BBB"? Querendo puxar um assunto... Pedi a meu marido que nem "desse linha". Não estava alí para o debate! (risos)
Mas aqui por perto todo mundo sabe de minha condição, a curiosidade é inevitável. E a visibilidade que Ariadna trouxe ao tema, só fez crescer a curiosidade!
É sempre bom aproveitar e ocupar todos os espaços e oportunidades para esclarecer, quebrar tabús e conceitos errados sobre a transexualidade, e esse é o momento.
Mas, até na hora da fome? Quando a boca enche de água à espera do meu hot dog?
Pareçe que o "Efeito Ariadna" não está por terminar não, pois a moça estaria por retornar à casa mais espiada e comentada do Brasil. Agora como a Transexual, com sua condição já revelada.
Qual seria a reação e o tratamento dos brothers em relação à cabelereira carioca?
Mudaria a maneira liberal das brincadeiras dos meninos, que a carregavam nas costas, davam selinhos, a pegavam no colo e faziam cafuné em seus lindos cabelos escuros como a noite?
Gostaria muito que a trans voltasse para a casa, para prolongar esse debate sobre a transexualidade, pois penso que poderiam a partir dai, serem  planejadas construidas e implementadas politicas públicas para contemplar essa população de homens e mulheres transexuais.
Que não seja apenas para "virar moda" ser transexual, pois já tenho notado que existe um movimento inconciente de "transexualização". Todo mundo quer ser transexual. Já havia falado sobre isso em um post anterior. Até mesmo algumas amigas travestis e CDs que tenho, dizendo-se transexuais. Algumas dizem querer operar, outras não... Nada contra, não questiono uma pessoa "descobrir-se" mas em alguns casos, nota-se ser apenas por pensar-se que o termo TRANSEXUAL é mais bonito, tá na moda e tem glamour!
Como disse anteriormente; não é feio ser trans, trava. gay, hétero. feio é negar a si mesmo. Nesses casos, já tento orientar a pessoa a refletir e rever seus conceitos, pois além da cirurgia ser séria e irreversível, um diagnóstico "errado" poderia trazer um profundo sofrimento e até confusão mental e auto-rejeição.
Eu particularmente não conheço nenhuma transexual que tenha se arrependido depois de operada. Conheço algumas que tiveram dificuldades de adaptação (psicológica, social ou familiar), mas nada de mais sério.
Creio ser positiva a visibilidade dada pela mídia à transexualidade, mas sou contra essa "glamourização" da transexualidade... Nem menos nem mais, nós somos IGUAIS!

"BBB 11": Ariadna é eliminada com 49% dos votos

Por FAMOSIDADES
RIO DE JANEIRO - Tensão e emoção marcaram a primeira eliminação do “Big Brother Brasil 11”. E foi na noite desta terça-feira (18) que a participante Ariadna acordou de um sonho que durou apenas uma semana. A sister saiu da casa com 49% dos votos e está de volta a vida real. Enquanto a decepção é grande para alguns, para outros, o alívio e a alegria ajudarão a permanecerem mais fortes no jogo. Janaina e Lucival continuam na disputa pelo prêmio de R$ 1,5 milhão.
A primeira transexual do “Big Brother Brasil” prometia ainda bons momentos para esta edição. Mas parece que o público não aprovou o comportamento da sister, que escondeu dos participantes a verdade sobre sua mudança de sexo. Alguns desconfiaram e Ariadna não teve saída: acabou contando para Daniel e Lucival. Mas pediu que eles não comentassem com ninguém, pois todos saberiam sobre sua transexualidade quando saíssem da casa.
Fonte: MSN.com.br http://migre.me/3HnyN


Minha opinião:

O público ( e também sou parte dele) realmente não aceitou muito bem a cabelereira não revelar sua condição de transexual. No inicio, como postei abaixo, eu pensava que ela estava certa, pois deveria somente relar à quem se relacionasse sério afetivamente na casa, por uma questão de abrir-se mesmo.
mas depois, nestes últimos dias, começei à pensar que era para ver até onde ia, pois todos (eu acredito) na casa já sabiam, e ela continuava "dando uma de Alice" , em seu mundo de magias... Das duas uma, ou o povo pensou que a moça queria fazer todo mundo de palhaço, ou pensaram que a palhaça era ela!
Uma verdadeira pena, pois esperava muito dela nesta edição do programa, nunca assito, nesta edição também não assistiria, mas por ela começei a assistir, e nem mesmo eu, sendo transexual, concordei com as atitudes da moça. E nem tampouco entendi sua estratégia de jogo.
Agora, aqui fora, certamente se abrirá um mundo de oportunidades a ela e espero que saiba aproveitar e manter esse sucesso merecido, pois foi a estrela deste inicio de programa, e acredito que por um bom tempo (se não por todo o BBB) será ainda mais comentada que os demais Brother's.

Sistema público de saúde oferece cirurgia para mudança de sexo

Mudança de sexo: em São Paulo, o sistema público de saúde vai começar a fazer cirurgias em mulheres transsexuais.
A cirurgia será para a retirada do útero e das trompas, e será feita num hospital da rede pública de São Paulo. E já há pacientes aguardando pelas primeiras cirurgias, que serão realizadas no fim do mês.
Biologicamente, o educador infantil Alexandre Santos nasceu mulher, mas desde os 8 anos de idade, ele se reconhece como homem. “Eu sou um homem, não tenho duvida disso. Eu costumo falar que eu vim numa embalagem trocada, porque não me identifico com esse corpo”, comenta.
Alexandre é uma das 30 pessoas que até o fim do ano devem passar por uma operação no Hospital Público Pérola Byington, centro de referência da saúde da mulher em São Paulo especializado em atendimentos de casos de câncer e de violência.
A cirurgia irá retirar o útero, ovário e as trompas. Até agora, o procedimento só ocorria em hospitais universitários. Cada operação custa R$ 1,5 mil para o Sistema Único de Saúde (SUS).
“O tempo de espera que foi reduzido pra atendimento de câncer permitiu que a Secretaria Estadual da Saúde utilizasse parte da infraestrutura existente para dar suporte a essa nova demanda da sociedade civil que é a cirurgia dos transsexuais”, afirma o diretor do hospital, Luiz Henrique Gebrim.
Para ter direito a cirurgia, a pessoa terá de frequentar durante dois anos um serviço médico, no qual terá de comprovar que realmente necessita da operação, porque ela é definitiva.
“Profissionais de várias categorias, como médicos, psicólogos e psiquiatras, vão avaliar a situação do paciente e, junto com o paciente, vão indicar o melhor momento para a cirurgia e se a cirurgia é indicada nessa situação”, explica Maria Clara Gianna, coordenadora do programa DSTAids de São Paulo.
“Quando terminar tudo isso, com certeza eu vou ser outra pessoa. Outra pessoa no sentido de que eu vou estar mais leve, mais produtivo e mais feliz, com certeza”, espera o educador infantil Alexandre Santos.
Em setembro do ano passado, o conselho federal de medicina considerou que os procedimentos de retirada de ovários, úteros e mamas de transsexuais deixaram de ser experimentais e poderiam ser feitos em qualquer hospital público ou privado, desde que seguissem as recomendações do conselho.
Fonte: G1.globo.com

A Transexual Profissional do Sexo II: Prostituição Vs. Futuro

Gente, sei que este é um tema super polêmico, que a maioria das transexuais evita comentar, e é justamente por isso que somente agora, pela 2ª vez, abordo o assunto.
São reflexões minhas, de conversas e vivências. Sinto-me a vontade para abordar o assunto, pois é parte da realidade do dia a dia de (algumas) pessoas reais, não da imagem idealizada da transexual.

Estava, noite dessas, conversando com uma menina que deve se operar em dois ou tres meses aqui no Hospital de Clinicas de Porto Alegre. Ela estava na esquina, "batalhando" em um dos principais pontos de prostituição da Av. Farrapos.
Uma moça muito bonita realmente, alta, magra e super simpática. Falava-me de suas expectativas, seus medos e curiosidades do pós-operatório. Na verdade, encheu-me de perguntas e notei sua ansiedade e
aflição comuns na reta final, quando aproxima-se enfim o momento de realizar o maior sonho da vida de uma pessoa transexual, a cirurgia de transgenitalização.
Mas além de conversarmos muito acerca da cirurgia em sí, chegamos ao ponto crucial: O que fazer após operada?
Pois geralmente, trabalhamos junto das travestis. Dividimos, pode-se assim dizer, os mesmos clientes. E os clientes que procuram pelas travestis geralmente (99%) querem ser passivos na relação, serem penetrados pela figura feminina e viril, ou pelo menos fazer-lhe um sexo oral ou estimular-lhe acariciando o pênis, etc...
Eu entrei nos detalhes das preferências dos clientes das travestis, foi justamente para ilustrar que a transexual, após a cirurgia não mais estaria no foco deste cliente, portanto, "não poderia" mais trabalhar junto das travestis. Embora a relação com as travestis seja geralmente de cordialidade e respeito.
E junto das mulheres? Seria uma transexual aceita entre as prostitutas? Essa relação seria amigável e a convivência pacifica? E o cliente da prostituta, sairia com a transexual sabendo de sua condição?
Tudo isso conversamos naquela noite, muito rapidamente, afinal ela estava no seu local e horário de trabalho. E a duvida que ficou:  -"O que fazer, então após a cirurgia"?
Será que devemos planejar e programar isso com bastante antecedencia? Será que existe um campo para essas transexuais sairem das ruas? Pois em minha ultima vizita ao HCPA, como coloquei no outro post sobre o assunto, conheci várias meninas que se prostituem antes de operar...
A inquietação continua... O QUE FAZER? Pois durante o pouco tempo que eu batalhei, tive experiencias que mostraram-me que o lugar de uma trans readequada não é na esquina! Pois se o cliente saisse comigo na 1ª vez, deixava bem claro sua decepção e se acaso voltasse, ao lembrar de mim, era sempre a mesma coisa: "Tú é aquela operada, não é? Desculpa, hoje eu estou procurando algo diferente".
Via todo mundo sair e voltar e eu parada, até que parasse um que não fizesse a maldita pergunta: "Tú é ativa e passiva"? Aprendi a odiar este termo!!!
E uma vez, quando sai com um rapaz, que não perguntou-me nada; durante uma conversa, disse a ele que estava congelada por conta do silicone... Ele perguntou se eu tinha silicone na bunda, e quando eu disse que sim ele começou a gritar que eu o havia enganado, que ele pensou que eu fosse mulher de verdade, ameaçou me bater, tomar-me o dinheiro e deixar-me longe de onde nos encontramos. Tive de chamar a gerencia do estabelecimento para que ele se acalmasse.
Então pensei; é mais tranquilo "enganar" um cara que sai com travestis, pois ele vai ficar chateado (ou furioso) por voce não ter o pinto que ele tanto queria para aquela noite, do que um dito "heterossexual" que fica violento pelo fato de estar com um "homem" ao invés de uma mulher!
Felizmente sai da prostituição, não envergonho-me de ter passado por isso, mas orgulho seria o ultimo sentimento que eu relacionaria a esta faze de minha vida. Conheco o lado humano da prostituição, o lado das meninas, mulheres e até senhoras que fazem disto um oficio realmente, que em suas histórias tem até familias que são sustentadas pela venda de fantasias, de ilusões, de prazer.
O próprio movimento LGBT e os demais movimentos sociais, conheci através da rua. Do mesmo lugar
onde colhi, ásperas emoções, colhi também felizmente amizades, aprendizados e valores que levarei para a vida toda. Mas deveriam existir Politicas Públicas de Inclusão para as transexuais (e para as travestis) que não desejam mais utilizarem-se da prostituição como meio de vida e sobrevivência.
Pois penso com tristeza, o que será de nós?

Só para frizar, refiro-me à uma parte das transexuais ( a que é escondida e ou ignorada), pois felizmente temos a maioria das trans em trabalhos formais,  algumas sendo professoras, advogadas, juizas, empresárias, cabelereiras, secretárias, enfermeiras, etc...
PS. Todos os exemplos quie dei, são de profissões que conheço transexuais trabalhando!

Por Cristyane Oliveira
Foto: Luana Brasil

Fato inédito: Árbitro transexual ganha destaque após comandar amistoso

Fato inédito: Árbitro transexual ganha destaque após comandar amistoso
Um fato inédito aconteceu em uma partida de futebol no último final de semana no Estado do Ceará.
O Ferroviário disputou uma partida amistosa contra a seleção da cidade de Beberibe (CE), e venceu por 2 a1, mas a vitória e a boa atuação da equipe que vai jogar a 1º divisão do cearense não chamou tanto a atenção de quem esteve presente no estádio quanto à atuação do árbitro da partida (um árbitro transexual).
O árbitro Valério Gama, de 32 anos, mudou de sexo e hoje é uma mulher. Segundo informações colhidas por este blog junto aos amigos cronistas esportivos do Ceará, o árbitro acima citado fez uma boa atuação, mostrou personalidade na condução da partida e mostrou coerência na aplicação das regras.
Foto: Toni Mota - site Artilheiro
Fonte: cadaminuto.com.br

A cada 12 dias uma transexual é operada no Brasil

Muito mais que exceções, um número causou surpresa ao falar sobre transexuais no Brasil. Isso porque, de acordo com dados do Ministério da Saúde, uma transexual faz a cirurgia de transgenitalização, a mudança de sexo, a cada 12 dias pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Foram 60 cirurgias em 2 anos.

Segundo reportagem do jornal O Globo, a contagem teve início em agosto de 2008, ano em que o governo federal permitiu que transexuais tivessem o direito de serem operadas em hospitais públicos.

São quatro hospitais credenciados no Brasil: Hospital Universitário Pedro Ernesto (Rio de Janeiro), Hospitais das Clínicas das universidades Federais do Rio Grande do Sul e Goiás, e da Universidade de São Paulo.

Mas engana-se quem pensa que todo o procedimento é simples. A cirurgia só é feita depois de um longo acompanhamento do paciente por uma junta médica que pode levar até dois anos.

Fonte: http://mixbrasil.uol.com.br/print/ODEzNzQ=

Complementando:

A cirurgia de transgenitalização foi liberada pelo Conselho Federal de Medicina em caráter experimental em 1997, para ser realizada em Hospitais Universitários, com acompanhamento de equipes multidisciplinares que aconhariam os grupos (no Sul PROTIG).
A procura maior é por parte de MTF( masculino para feminino ), e o tempo minimo exigido de acompanhamento para viabilisar a cirurgia é de dois anos (podendo as vezes ser necessário um acompanhamento mais longo).
No Hospital de Clinicas de Porto Alegre, até onde eu saiba, são realizadas tres cirurgias/mes. Sempre às sextas-feiras. E teria pelo menos 200 transexuais femininas (MTF) a espera.
As reuniões no PROTIG (Programa de Transtorno de Identidade de Gênero) acontecem às segundas-feiras pela manhã no HCPA, com a presença de parte da equipe multidisciplimar.
Este acompanhamento é importante (foi para mim) pela rica troca de vivencias pré e pós cirurgicas, e também nos âmbitos sociais, familiares, mercado de trabalho etc...

Não sei muito sobre as trans que estavam comigo no tempo de meu acompanhamento, de como estão hoje, pois perdemos o contato. E pareçe que agora, nós pós-operadas não somos mais aceitas no grupo das que aguardam a cirurgia, e o grupo das que já realizaram este sonho, foi extinto, pois a maioria, depois de readequada não deseja participar e até mesmo nega a condição de transexual, mudando-se até de cidade para começar uma "nova vida".

Quanto aos homens transexuais, os FTM's (feminino para masculino), a cirurgia de construção do neo falo ainda é de carater experimental e por ser uma cirurgia de alto risco e pouca chance de sucesso, não tem sido realizada no HCPA, mas o SUS aprovou a resolução que permite a eles a retirada do útero e ovários e a ginecomastia pelo SUS, e acredito que então para isso não teria a necessidade dos dois anos minimos de acompanhamento. Vou me informar melhor acerca da questão dos FTMs e posto aqui.

Um(a) transexual deve revelar sua condição?

A participação de uma transexual (operada) em um reality show fez-me refletir sobre uma coisa que nunca tinha pensado... Uma pessoa transexual deve contar sobre sua transexualidade sempre?
Pois em toda a mídia espera-se e cobra-se este posicionamento por parte da moça em questão. Alguns dizendo que ela deveria ter contado no 1º dia, outros mais sensacionalistas já tentando "vender" até um possivel futuro processo por parte de alguém que se envolvesse com ela no programa sem saber de sua condição de transexual.
Mas após todos esses dias pensando (após mudar de opinião tres vezes) penso que ela fez bem em não ter revelado sua intimidade. Pois seria como eu chegar em uma ambiente de trabalho já avisando: "Sou uma transexual; homens, afastem-se senão serão taxados de gays, etc"...
Ou então "Tenho o virus da AIDS, Sou estéril, tenho câncer ou sei lá o que mais que na cabeça pequena de algumas pessoas poderia gerar exclusão e até mesmo a descriminação naquele local. Ser tratada como diferente. E por parte de todos, homens e mulheres, o que seria pior.
Então penso, afinal, que Ariadna deve sim, contar sobre sua readequação sexual se acaso envolver-se mais profundamente com alguém, antes de iniciar a relação. Mas como uma confissão, uma intimidade mesmo (que é) e que só a ela e ao seu parceiro interessam!
Quando começei a namorar meui marido, ele inventou à sua familia que eu já havia me operada, pois faltavam seis meses para minha cirurgia. Eu desmenti. ao me perguntarem disse que não, e o que menos interessaria a eles seria o que eu teria entre as pernas. Que isso somente a mim e a ela interessava.
Que o importante para eles seria se eu o amasse de verdade e desejasse faze-lo feliz... E isso já fazem dez anos!!! Eu sempre contei a verdade, mas é uma escolha pessoal, que deve ser observada e respeitada como de foro intimo!!!
Por Cristyane Oliveira

Roberta Close vai direto ao ponto: "Transexual do BBB 11 não me diz respeito"

Por Giovani Lettiere, do R7, no Rio

Mais famosa transexual do Brasil, a carioca Roberta Close (trecho suprimido por desrespeitar a intimidade de Roberta) - não quis comentar a participação da primeira transgênero no BBB 11. A Central Globo de Comunicação confirmou que a cabeleireira Ariadna Thalia Arantes, de 26 anos, fez operação de mudança de sexo para a retirada do órgão sexual masculino.

Por telefone ao R7, Roberta - que mora em Zurique (Suíça), mas passa férias no Rio, em seu apartamento no Cosme Velho, na zona sul da cidade - fez voz de poucos amigos ao ser perguntada sobre o tema.
- Não tenho nada a comentar sobre esse assunto. Nunca estive no BBB. Se você quiser me perguntar sobre outros temas, falar de trabalho, eu estou aqui.
A reportagem do R7 insistiu e perguntou se ela não achava importante - como personalidade LGBT (Lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) - a inclusão de Ariadna na lista de confinados do programa.
- A transexual do BBB não me diz respeito.
E completou, antes de desligar.
- Acho que todas as mulheres devem participar. Ainda mais agora que temos uma presidente mulher.
Roberta, atualmente com 46 anos, fez sucesso nas décadas de 1980 e 1990, quando surgiu no carnaval e foi parar nua nas páginas das revistas masculinas. Virou até tema de música - e estrela do videoclipe - gravada por Erasmo Carlos, Dá Um Close Nela, na época.
Em 1989, a carioca fez, na Inglaterra, a cirurgia de mudança de sexo. Somente em 2005 ela conseguiu colocar o seu novo nome na certidão de nascimento e outros documentos. Em 1997, Roberta atuou na novela Mandacaru, da extinta TV Manchete. Dois anos depois, participou de um episódio do programa Você Decide (Globo). Também trabalhou nos filmes O Escorpião Escarlate (1990) e No Rio Vale Tudo (1987).
Ariadna revela ser "hétero" no BBB 11
Enquanto isso, a participante Ariadna faz coro com o que o diretor Boninho disse e parece que não pretende mesmo revelar ser uma transexual no reality show.
Na estreia, terça-feira (11), em conversa com as mulheres da casa sobre se haveria alguma "sister" gay, a cabeleireira de Realengo, na zona norte do Rio, disse ser heterossexual.
- Sou hétero e gosto de homem.

E foi além.
- Nós, mulheres, somos maioria na casa [são oito homens e nove mulheres].
Nesta quarta-feira (12), Ariadna revelou tomar "uma píluta anticoncepcional potente".
(trecho suprimido por desrespeitar intimidade de Ariadna) em 2002 fez a cirurgia de mudança de sexo na Tailândia e conseguiu a inclusão do novo nome em seus documentos. A Globo diz que ela se inscreveu no programa com o nome Ariadna.
Fonte: r7.com

Brasil é recordista em mortes de transexuais

No ano passado, pelo menos 179 pessoas foram assassinadas por serem transexuais em todo o mundo. Quase todos eles eram negras e pobres.  Como nos anos anteriores, a maior parte dos casos registrados (e boa parte dos casos não são registrados) ocorreu na América Latina.  A região concentra 80% das mortes computadas desde janeiro de 2008.  No Brasil, ocorreram 59 assassinatos em 2008, 68 em 2009 e 74 em 2010 (até o mês de novembro).  O país está bem longe do segundo colocado, a Guatemala, e do terceiro, o México.
Não é surpresa.  O país também é um dos recordistas mundiais num crime correlato, o assassinatos de gays.  Episódios ocorridos recentemente em São Paulo – dois garotos xingados e espancados por adolescentes ricos na avenida Paulista – e no Rio – estudante baleado durante a Parada Gay – ilustram o problema.  Segundo um relatório anual publicado pelo Grupo Gay da Bahia, uma das organizações mais antigas e combativas de defesa dos direitos dos homossexuais no país, um gay brasileiro foi morto a cada dois dias nos últimos dois anos.  É uma média 54% superior à dos dois anos anteriores.  As estatísticas globais sobre crimes contra transexuais foram compiladas pelos organizadores do Dia Internacional da Memória Trans (Transgender Day of Remembrance), celebrado todos os anos, no dia 20 de novembro há 12 anos.  Ele está aí para que os crimes derivados do preconceito não caiam no esquecimento.  Este ano, a data foi marcada por eventos em 180 cidades em 19 países, dentre eles Israel, África do Sul e a ultra-muçulmana Malásia.  Na Turquia, outro país islâmico, a data foi lembrada com um congresso que durou toda uma semana de celebrações.  No entanto, no Brasil, um país supostamente mais liberal, nenhuma cidade participou.
por Regina Scharf  (pagina22.com.br)

Roberta Close.

Hoje, (07 de dezembro) é o aniversário alguém que é a musa inspiradora de TODAS as transexuais com pelo menos 20 anos, ou que conheçam sua história e suas vitórias.
Eu, em minha infância (9 anos) ouvi falar de Roberta ao ver sua foto lindissima na revista Contigo! e fiquei encantada!!!
Lembro-me muito bem da fotografia, ela sentada, em um estudio tipo escritório e com suas madeixas volumosas e de um brilho intenso estratégicamente "jogados" todos para um lado... Jamis esqueci daquele dia. Pois ouvi uma conversa de "ela era homem..." "...mudou de sexo..." Dai pedi para ver a foto na revista para ver quem era.
Era para mim (até hoje) impossivel que tanta beleza, delicadeza e essências totalmente femininas, pudessem vir de alguém nascido sob o sexo masculino.
E a partir dai, todos os meses quando minha prima recebia a revista eu pedia para dar uma olhadinha, e procurava por Roberta.
Mas já nem precisava, pois era o auge de Roberta na mídia. Ela estava sempre no saudoso Viva a Noite e em alguns outros programas do SBT, principalmente que sempre deram espaço para a TRANSEXUAL MOR em seus programas.
Na TV, então, ficava boquiaberta acompanhando seus movimentos, suas jogadas de cabelos, sua voz, o tom de sua pele e sua imensa simpatia e carisma!
Roberta merecia toda a fama e espaço que havia conquistado. E assim, tornou-se minha 1ª musa.
Cito Vivian Proença, minha Musa (com M maiúsculo), e espero postar sobre ela, mas quando conseguir uma entrevista com a Musa, pois ela reside em Cruz Alta.
Hoje mais do que nunca, como diz minha amiga Welluma Brown, "Roberta é uma senhora!" Mantém seu charme e sua beleza intactos, mas sua elegancia e a maturidade (?) tornaram-na uma linda senhora; casada, realizada e feliz.
Toda a sorte, saúde e sucesso à Roberta!!!

Aprovada permissão para transexuais adotarem novo nome

Os transexuais poderão ter o direito de alterar seu registro de nascimento para incluir seu nome social na certidão. É o que determina projeto de lei da Câmara (PLC 72/07), aprovado nesta quarta-feira pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). O texto insere essa possibilidade na Lei de Registros Públicos (6.015/73). A proposta será analisada ainda pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

A votação foi comemorada por representantes de entidades de defesa dos direitos dos homossexuais presentes à reunião. O senador Cristóvam Buarque (PDT-DF) se dirigiu aos manifestantes e pediu "desculpas pela demora na aprovação do projeto".

Atualmente, a lei de registros só permite a mudança do primeiro nome - determinada por decisão da Justiça - no caso de o cidadão ser conhecido por apelido público notório ou sofrer coação ou ameaça ao colaborar com a investigação de um crime. A nova hipótese trazida pelo PLC 72/07, apresentado em 2007 pelo então deputado Luciano Zica, tem como objetivo adequar o registro contido na certidão de nascimento à realidade psicossocial do indivíduo transexual. Embora se exija laudo de avaliação médica atestando essa condição, a mudança do nome seria admitida mesmo sem o interessado ter feito cirurgia para mudança de sexo. Como nos outros casos, a mudança do nome dependeria de sentença judicial.

Segundo argumentou o autor, garantir às pessoas transexuais a possibilidade de mudar seu prenome por um nome social na certidão de nascimento deverá livrá-las de situações constrangedoras e equívocos legais.

Esse mesmo entendimento teve a relatora, senadora Fátima Cleide (PT-RO), ao recomendar a aprovação do PLC 72/07. A preocupação do projeto em determinar a averbação, no livro de registro de nascimento, da sentença judicial sobre a substituição do prenome do indivíduo, informando expressamente que se trata de pessoa transexual, foi um dos pontos que considerou positivo.

Na avaliação de Fátima Cleide, essa medida visa a resguardar interesses de terceiros eventualmente impactados por essa mudança no registro civil. Um exemplo seria uma pessoa com a qual o transexual quisesse, no futuro, se casar.




Fonte: Agência Senado
http://www.recivil.com.br/news.asp?intNews=15103