Hoje completa onze anos que minha tão amada Tia Nena partiu para a glória... E a falta, a saudade e a dor dessa perda faz parecer que foi ontem. Onze anos de saudades!
Muito seguidamente sonho com ela, hoje muito menos do que há um tempo atrás, quando pelo menos uma vez na semana sonhava com minha tão querida, doce e amada tia.
Era tanta doçura, tanto carinho naquela voz, naquele corpinho franzino e naquelas mão tão suavez que afagavam não tão somente o rosto, mas a alma daqueles à quem ela dispensava seu amor.
A familia inteira sente sua falta, os natais nunca mais foram os mesmos, a vida perdeu em muito o seu colorido habitual. O feijãozinho e o macarrão nunca mais tiveram o mesmo sabor.
Quando conversávamos a troca de afagos nas mãos eram comuns, o que aumentava em muito a vontade (e os motivos) para conversar. Que mãos lindas!!! Que pessoa linda, alma e espírito plenos e puros.
Nunca percebí em suas palavras maldade, rancor, inveja, sensura, ou ódio ao falar em alguém. Nunca!
Seus cabelos eram lindos (ela não gostava), e seus caracóis tinham muita história para contar como diz a letra do Caetano. De origem humilde, de vida difícil e com muitas limitações, trazia nos traços refinados a simplicidade da menina que mal tinha brinquedo na infância e da moça que as vezes não tinha o que preparar ao meio dia logo no inicio da vida de casada, então mexia as panelas vazias para que na pensão onde morava não percebessem que passava por necessidades. Que agora, na maturidade havia conquistado uma vida mais tranquila e com condições de proporcionar aos filhos conforto, e aos parentes que precisam (minha mãe, irmão e eu) auxílio! Uma lição de vida, uma pessoa imortal, por suas obras e sementes.
Zilda Jubette, a Tia Nena, sabia que passaria por mentirosa que contasse que uma Miss Brasil, quando a visitou levou consigo sua pantufinha preferida, que cantou um lindo hino evangélico ao lado de Elvis Presley, em Buenos Aires, entre tantas outras histórias que me contara, mas que a emoção desse momento apaga de minha mente...
Ouço sua voz dizendo ainda que devo buscar ser feliz, que devo respeitar minha mãe, que uma profissão é importante, ou simplismente "obrigada pela companhia"!!!
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Reveillon 2011
Depois de muitos anos entrando o ano na praia, dessa vez passei o Reveillon na cidade!
Fui convidada por minha amiga de muitos anos, a Vera Allano para sua ceia, e fui muito bem recebida por toda a familia!
Olha a mesa, super elegante em sua simplicidade, e o carinho nas mínimas coisas... Obrigada por sua amizade sincera que dura mais de uma década, minha querida Veruska!!!
Um FELIZ 2012 para todo mundo; e desejo que estejamos mais próximos nesse novo ano!!!
Fui convidada por minha amiga de muitos anos, a Vera Allano para sua ceia, e fui muito bem recebida por toda a familia!
Olha a mesa, super elegante em sua simplicidade, e o carinho nas mínimas coisas... Obrigada por sua amizade sincera que dura mais de uma década, minha querida Veruska!!!
Um FELIZ 2012 para todo mundo; e desejo que estejamos mais próximos nesse novo ano!!!
Café Com Aroma de Mulher / Cafe Con Aroma de Mujer
Café Com Aroma de Mulher
Essa é a melhor novela que já acompanhei, pelo fato de terem acontecido tantas coincidencias de fatos em minha vida, simultaneos com os fictícios da trama.
É uma telenovela colombiana produzida pela RCN Televisíón , exibida originalmente em 1994. Uma das novelas de maior sucesso daquele país, foi exibida no Brasil pelo SBT entre 5 de março e 3 de setembro de 2001. Possui 175 capítulos.
Em sua história, uma humilde colhedora de café (Tereza Soares) conhecida como Gaivota chega na Fazenda Casablanca para a colheita de café, como acontece todo ano no mes de outubro. Logo ao chegar, acompanhada de sua mãe, Carmela e fica sabendo que seu patrão está em fase terminal, possivelmente tendo poucos dias de vida. Logo ele falece e por conta da perda do avô, Sebastião Vallejo chega vindo diretamente de Londres, onde estudava.
Esse dia 17 de outubro marca o primeiro encontro dos dois. E na troca de olhares acontece uma paixão avassaladora e inocente, uma vez que Gaivota é uma moça pura, e Sebastião tem problemas de impotencia. Mas esse amor os levaria muito mais longe do que eles jamais imaginariam!
Durante os próximos dias eles se conhecem melhor, a paixão só aumenta! Eles se envolvem, e o problema de Sebastião desapareçe, juntamente com a pureza de Gaivota.
Sebastião decide ficar, não retornar à Londres para viver na fazenda, ao lado de sua amada. Mas Gaivota o aconselha e convence a terminar os estudos e reencontrarem-se no próximo ano, exatamente na mesma data, 17 de outubro.
Sebastião viaja, na promessa de um retorno e viverem seu amor naquelas terras. Mas logo após sua partida, Gaivota descobre que está esperando um filho de Sebastião. E viaja à Londres, enganada por um cafetão, pensando ter uma proposta de trabalho e encontrar seu amado na Inglaterra. Viaja como prostituta, e ao descobrir foge, desencontra-se de Sebastião, sofre um acidente e perde o bebê.
Sebastião volta pouco antes da data combinada, pois terminara seu curso, e ao procurar pela amada, descobre que teria viajado para a Europa, supostamente para se prostituir. Ele fica arrasado, entra em depressão e uma mulher oportunista aproveita de sua tristeza e convence-o a se casar com ela.
Ao voltar ao Brasil, após recuperar-se por meses em um hospital, chega à fazenda no dia 17 de outubro, durante o casamento de Sebastião. Mais um desencontro.
Ela então decide deixar de ser colhedora e mudar de vida. Muda-se com Carmela para a cidade e trabalha no que pode; vendendo enciclopédias, atendente em um hotel, até que vai trabalhar justamente na empresa da familia Vallejo, onde pensava jamais encontrar Sebastião.
Após construir uma carreira sólida e respeitada na CaféExpot, a presidência precisa ser substituida, e quem assume? No dia 17 de outubro, Sebastião chega para assumir o cargo e descobre Gaivota, que agora vivia com o nome de Carolina Oliveira, nome que usou em documentos falsos para poder viajar para a europa (e usou no ingresso na empresa Vallejo, para não ser descoberta por Sebastião).
Carolina, agora em nada lembrava aquela Gaivota que Sebastião conhecera entre os cafezais. Os cabelos agora alinhados deixavam saudades dos revoltos e brilhantes fios de ouro que molduravam o rosto daquela menina muleca.
Eles relutaram em envolver-se, afinal Sebastião agora era um homem casado (apesar de nunca ter tocado em sua esposa, Lúcia) e Gaivota respeitava isso. Até que fica impossível manter distância, pois o sofrimento é redobrado tendo a pessoa amada tão perto, e tão longe ao mesmo tempo.
Ao decidirem ficar juntos, começam muitos acontecimentos e enredos que por vezes levam às lágrimas (de choro ou de riso), as brigas, os desencontros, as conversas de Gaivota com Carmela, etc...
Mas o interessante é que nessa faze, já estava namorando meu marido e quase tudo o que acontecia na novela, acontecia com a gente.
Até a data, Gaivota e Sebastião se conheceram no dia 17 de outubro, e meu marido e eu nos conhecemos no dia 17 de fevereiro. Até hoje, 17 é o nosso número.
Sebastião casado com Lúcia vallejo, e meu marido casado também (mas quando o conhecí ele já era casado) e até nisso as coisas se pareciam. Foi aliás minha cunhada que me alertou das semelhanças entre os acontecimentos. Aliás, até isso: Sebastião e gaivota tinham, na irmã dele, Marcela Vallejo uma aliada, e eu e meu marido tinhamos a irmã dele, Dani Majeski.
Acompanhei essa novela nas duas vezes que foi transmitida no SBT, e mais umas três no Youtube,. em espanhol. Para mim, Margarita Rosa de Francisco e Guy Ecker fizeram ali seus melhores personagens e foi seu maior sucesso. Até hoje adoro ver Margarita, acompanho sua carreira pela internet e pelo Youtube em seu canal oficial. Recentemente ela veio à Gramado/RS para participar do Festival Brasileiro de Cinema de Gramado, e infelizmente perdí a oportunidade de encontrá-la pessoalmente.
Amo ve-la cantando, ainda hoje ouço as faixas da trilha da novela que marcou minha vida e minha história, desejo à Margarita (minha eterna Gaivota) muito sucesso, felicidade e amor! Essa é a história de amor que me liga eternamente à essa novela, e ao mês de outubro, O AMOR.
Cafe Con Aroma de Mujer
Para mi, esta es la mejor telenovela, por el hecho de que ha ocurrido tantas coincidencias de la historia de mi vida, paneles con la ficticia de la trama.
Es una telenovella Colonbiana, produccida por la RCN Telévision, exibida originalmente en 1994. Una de las novellas de maior exito de aquel pais. Fue exibida en Brasil por SBT entre 5 de marzo y 3 de septiembre. Tiene 175 capitulos.
En su historia, una humilde cosechadora de café (Tereza soares) conocida como Gaviota llega a la Hacienda Casablanca para la cosecha de café, como ocurre cada año en el mes de octubre. Tan pronto como llegó, acompañada por su madre, Carmenza y es consciente del hecho de que su jefe está en una fase terminal, posiblemente de unos pocos días de vida. Tan pronto como muere, y por la pérdida de su abuelo, Sebastián Vallejo llega procedente directamente desde Londres, donde estudió. El día 17 de octubre marca el primer encuentro entre los dos. Y en el intercambio de miradas ocurre una pasión y su abrumadora mayoría es inocente, Gaviota es una muchacha pura, y Sebastian tiene problemas de impotencia. Pero este amor les llevaría más de lo que nunca habría imaginado. Durante los próximos días mejor se conocen, la pasión sólo aumenta! Comprenden, y el problema de Sebastian desaparece, junto con la pureza de Gaviota. Sebastian decide que no, no se va a volver a Londres para vivir en la hacienda, la mano de su amada.
Pero Gaviota asesora y convence a Sebas completar sus estudios y volver en el próximo año, exactamente en la misma fecha, 17 de octubre. Sebastián viaja, por la promesa de volver y vivir su amor en esas tierras. Pero poco después de su salida, Gaviota descubre que está esperando un hijo de Sebastián. Y viaja a Londres, engañada por las fuerzas pensando en tener una oferta de trabajo y encontrar su amado en Inglaterra. Viaja como una prostituta, y a descubrir huye, desencontra-es de Sebastián, sufre un accidente y pierde el bebé.
Sebastián vuelta justo antes de la fecha combinada, porque se terminó su curso, y la búsqueda de la amada, descubre que habría viajado a Europa, dizque para prostituirse. Él está desgarrada, entrará en la depresión y una mujer aproveche la oportunidad de su tristeza y lo convence para casarse con ella.
Al volver a Brasil, después de recuperarse durante meses en un hospital, Gaviota viene la granja el día 17 de octubre, durante el matrimonio de Sebastián. Más un desacuerdo.
Ella entonces decide dejar de ser cosechadora y Cambiar de vida. Se mueve con Carmenza a la ciudad, y funciona en el que se pueda; la venta de enciclopedias, asistente en un hotel, por lo que va a trabajar precisamente en la empresa familiar Vallejo, donde nunca pensé encontrar a Sebastián. Después de construir una sólida carrera y respetada en CafeExpot, la presidencia debe ser reemplazado, y quién es? El día 17 de octubre, Sebastián llega a asumir la posición y descubre a Gaviota , que vive actualmente con el nombre de Carolina de Oliveira, el nombre que utilizó en documentos falsos para poder viajar para la Europa (y usado en el ingression en la compañíaVallejo, para no ser descubierta por Sebastián).
Carolina, ahora en nada recordó aquel Gaviota que Sebastián he conocido entre las plantaciones del cafetal. Los cabellos ahora alinearonse, dejando nostalgia de los revoltos hilos del oro de los brilliants ese molduravam la cara de aquel muchacha in otros tiempos.
Ellos se mostraron reacios, después Sebastián es ahora un hombre casado (aunque él nunca tocó a su esposa, Lucy) y Gaviota a respetado eso. Hasta que se vuelve imposible mantener la distancia, porque el sufrimiento se renueva con un ser querido tan cerca y tan lejos a la vez.
Al decidir permanecer juntos, conseguir muchos eventos y tramas que a veces llevan a las lágrimas (de risa o llanto), las peleas, los desacuerdos, las conversaciones entre Carmenza Gaviota, etc ...
Pero lo interesante es que hacer esto, yo estaba saliendo con mi marido y casi todo lo que pasó en la novela, pasó con nosotros.
Hasta la fecha, Gaviota y Sebastián se reunió el 17 de octubre, y mi marido y yo nos reunimos el 17 de febrero. Incluso hoy en día, nuestro número es 17.
Sebastián Vallejo casado con Lucía, mi marido también (pero cuando lo conocí él ya estaba casado) y hasta aquí parecía las cosas. También fue su hermana qué me advirtió que las similitudes entre los eventos. De hecho, incluso lo siguiente: Sebastián (y Gaviota) tenia a su hermana, Marcela Vallejo una aliada, y mi marido tenía a su hermana, Dani Majeski.
He seguido dos veces esta novela, que fue transmitido por SBT, y otros tres en YouTube. en español.
Para mí, Margarita Rosa de Francisco y Guy Ecker hacían sus mejores personajes (la mejor pareja de todos los tiempos) y allí estaba su mayor éxito. Asta el día de hoy me encanta ver a Margarita, que sigue su carrera. Sigo através de Internet en su canal oficial en Youtube. Recientemente llegó a Gramado / RS para unirse al Festival de Cine Brasileño de Gramado, y por desgracia me perdi la oportunidad de conocerla personalmente. Me encanta ver su forma de cantar, aún me gusta y encanta escuchar la as musicas de la novela que marcó mi vida y mi historia, Margarita (mi eterna Gaviota), deseo mucho éxito, felicidad y amor!
Esta es la historia de un amor eterno que me une a esta novela, y el mes de octubre es mes del amor.
Temporada em casa de Mamãe
Depois de tantos anos, reviví coisas boas de uma doce rotina familiar...a convivência diária com minha mãe. Dar aquele último beijinho antes de ir dormir, e o primeiro, cedinho da manhã, ao acordar!
Tomar chimarrão no solzinho da manhã, sentadas no banco de praça (sonho antigo) que ela tem em seu jardim, conversar sobre amenidades, ouvir conselhos sobre coisas sérias, fazer doce e compota no fogão à lenha, ajudar a estender e recolher as roupas do varal, te-la por perto.
Minha mãe tem a doçura desejada, mas a imponência necessária para uma mãe criar e educar os filhos sozinha. Como já comentei uma vez por aqui, meu pai foi embora de casa eu tinha apenas cinco meses, e meu irmão ano e meio. Nunca apareceu para ver se precisávamos de algo, seja material ou emocional. Nos furtou de muito, principalmente do amor e da presença de um pai.
Mas minha mãe, esta sim, foi mais do que espera-se de uma mãe; anulou seu lado mulher para exercer 24 horas por dia sua condição de MÃE. Desdobrava-se para após trabalhar o dia todo, arrumar tempo para arrumar a casa e brincar conosco: empinava pipa, brincava de carrinhos, levava-nos às márgens do Rio Uruguai para brincarmos e nos banharmos nos finais de tarde, inventava guloseimas e sanduiches para fazermos (inesquecíveis) piqueniques, inventava algum trabalho manual com latas, caixas ou até galhos secos, de onda saíam lições de criatividade, aproveitamento (reciclagem), coordenação motora e também nossos brinquedos e até nossa árvore de Natal. Adorava colorir as cascas de ovos que decorariam nossa árvore (feita com os galhos secos), e ajudá-la a enfeitar a casa.
E mesmo minha mãe tendo uma criação em lar evangélico, e ter vivido toda a sua vida sob os preceitos, doutrinas e conforme a Palavra, nosso relacionamento sempre foi de amor, proximidade e união. Sempre pude contar com seu amor incondicional, sempre a tive por perto. Mesmo nas questões que norteiam a transexualidade, recebi seu apoio, amor e dedicação materno.
A algum tempo atrás, mamãe era mais dura, mais rígida com ela mesma e com as coisas da vida. Hoje noto que mesmo firme em sua fé, ela ainda consegue olhar o outro e a vida de forma geral com os olhos de irmão, não de juiz, pois este é Deus. Conversamos, por vezes sobre coisas que jamais esperava que algum dia conversaria com minha mãe; como por exemplo, sexo, espiritismo, a militância (e direitos) LGBT, silicone, entre outros assuntos que evitava sempre abordar, por aos seus olhos serem polêmicos, proibidos ou pela discussão que gerariam, que geralmente agitavam os ânimos...
Mas dessa vez, foi bom passar esse tempo com minha mamãezinha e poder ama-la e cuida-la por algum tempo! Matei a saudade da casa da mamãe. Do colo e do ombro também!
Foram dias memoráveis, sem internet, sem celular, mas com os dois pés no chão, em contato com a natureza, ar puro, os bichos que tanto amo, fogão a lenha, mamãe, etc. As coisas que realmente importam!
Tomar chimarrão no solzinho da manhã, sentadas no banco de praça (sonho antigo) que ela tem em seu jardim, conversar sobre amenidades, ouvir conselhos sobre coisas sérias, fazer doce e compota no fogão à lenha, ajudar a estender e recolher as roupas do varal, te-la por perto.
Minha mãe tem a doçura desejada, mas a imponência necessária para uma mãe criar e educar os filhos sozinha. Como já comentei uma vez por aqui, meu pai foi embora de casa eu tinha apenas cinco meses, e meu irmão ano e meio. Nunca apareceu para ver se precisávamos de algo, seja material ou emocional. Nos furtou de muito, principalmente do amor e da presença de um pai.
Mas minha mãe, esta sim, foi mais do que espera-se de uma mãe; anulou seu lado mulher para exercer 24 horas por dia sua condição de MÃE. Desdobrava-se para após trabalhar o dia todo, arrumar tempo para arrumar a casa e brincar conosco: empinava pipa, brincava de carrinhos, levava-nos às márgens do Rio Uruguai para brincarmos e nos banharmos nos finais de tarde, inventava guloseimas e sanduiches para fazermos (inesquecíveis) piqueniques, inventava algum trabalho manual com latas, caixas ou até galhos secos, de onda saíam lições de criatividade, aproveitamento (reciclagem), coordenação motora e também nossos brinquedos e até nossa árvore de Natal. Adorava colorir as cascas de ovos que decorariam nossa árvore (feita com os galhos secos), e ajudá-la a enfeitar a casa.
E mesmo minha mãe tendo uma criação em lar evangélico, e ter vivido toda a sua vida sob os preceitos, doutrinas e conforme a Palavra, nosso relacionamento sempre foi de amor, proximidade e união. Sempre pude contar com seu amor incondicional, sempre a tive por perto. Mesmo nas questões que norteiam a transexualidade, recebi seu apoio, amor e dedicação materno.
A algum tempo atrás, mamãe era mais dura, mais rígida com ela mesma e com as coisas da vida. Hoje noto que mesmo firme em sua fé, ela ainda consegue olhar o outro e a vida de forma geral com os olhos de irmão, não de juiz, pois este é Deus. Conversamos, por vezes sobre coisas que jamais esperava que algum dia conversaria com minha mãe; como por exemplo, sexo, espiritismo, a militância (e direitos) LGBT, silicone, entre outros assuntos que evitava sempre abordar, por aos seus olhos serem polêmicos, proibidos ou pela discussão que gerariam, que geralmente agitavam os ânimos...
Mas dessa vez, foi bom passar esse tempo com minha mamãezinha e poder ama-la e cuida-la por algum tempo! Matei a saudade da casa da mamãe. Do colo e do ombro também!
Foram dias memoráveis, sem internet, sem celular, mas com os dois pés no chão, em contato com a natureza, ar puro, os bichos que tanto amo, fogão a lenha, mamãe, etc. As coisas que realmente importam!
Enfim, SETEMBRO!!!
Finalmente, depois de um inverno que já parecia interminável (e por vezes, o frio ainda faz parecer), chega o mes de setembro, com a promessa de encantar os olhos e corações, com um clima agradável, o perfume das flores e a esperança de cada dia ser mais feliz.eu, particularmente, sou apaixonada por este mes. E pelo visto, cada vez ganha mais apaixonados, haja vista este ser o "novo mes das noivas". Cada vez mais casais escolhem setembro para trocar as alianças, promessas e declarar seu amor e o desejo de seguir juntos esta caminhada, que a dois é sempre mais linda! É, realmente setembro me deixa apaixonada, cheia de esperanças e ânimo! tenho algumas boas lembranças, acontecidas em setembro. E outras igualmente agradáveis, trazidas pela beleza ou o perfume das flores da primavera, que se inicia neste mes.Sou uma pessoa romantica por natureza, e para confessar, nem gosto muito de flores, mas sempre, depois do inverno, são elas que me trazem a alegria e embelezam os cantos escuros das paisagens que conheço.
Sei que não combina com uma pessoa que se diz apaixonada e romantica, revelar não gostar de flores. Aionda mais quem gosta da primavera. Mas como tudo em mim é uma eterna contradição, sou uma das poucas pessoas que pensam assim. Já comprei por algumas poucas vezes, flores para decorar a casa. Mas sempre dizia a meu marido que quando pensasse em um presente para mim, descartasse sempre as flores. Não sei se pela certeza de que sua beleza é efêmera e sua morte rápida e inevitável, mas o fato é que essa beleza me encanta, mas não me cativa. Minha mãe (foto) ao contrário, como dá para ver é apaixonada por plantas e flores. seu jardim é lindo e muito bem cuidado. Sempre tivemos flores em casa.
Lembro que as crianças sempre gostaram muito dela, e por várias vezes, chegavam no portão de casa com muitas flores, colhidas nos jardins da vizinhança. Ela ficava muito emocionada e feliz.
Hoje, por já ter uma idade mais avançada, ela tem um pouco menos variedade e quantidade de flores, pois gosta de cuidar, tirar as ervas daninhas, regar e cuidar. E ficar muito tempo na mesma posição é um castigo para as pernas ou costas! Mas sempre que pode, é vista no jardim fazendo o que gosta...
Mas setembro, ah setembro!!! Mes de reflexão, de recarregar as energias, mes de olhar para as flores, que suportaram o frio rigoroso, apesar de sua fragilidade e mes de se apaixonar, de amar, de viver!
É dificil voltar a ser UM
Depois de dez anos de um casamento de muito companheirismo e lealdade, parece que por fim desce a cortina e se encerra este ato da peça de minha vida!
Agora penso se terei o desprendimento de correr para o camarim, trocar figurino, maquiagem e enfrentar um novo ato, repleto de incertezas e improvisos...
Hoje, pela primeira vez depois de tantos anos, sai sozinha para um evento familiar. Me senti por metade o tempo todo, e quando relaxava, mais alguém perguntava por ele; mais uma vez doia a falta do restante.
Dai lembrei que uma vez, ha uns cinco anos atras, tentamos também separar, e senti a mesma dor. Que era dificil ser um só, depois de ser dois. Dormir e acordar sozinha. Comer (quando dá vontade) em silêncio, sem os comentários e resumo da manhã ou do dia, sair na rua e não ter alguém para pegar na mão, dormir de conchinha com apenas um lado da concha.
Sei que com o tempo, as coisas se ajeitam, e tudo começa a ser visto por outras óticas, outros ângulos. Sei que se não doesse, é porque não foi verdadeiro, ou porque acabou mal!
Tive, durante dez anos, o melhor homem do mundo como marido e fiel companheiro para todas minhas loucuras (e furadas também). Uma pessoa responsável, centrada, honesta e fiel. Tentei sempre ser e agir da mesma forma, para assim corresponder e ser merecedora de tanto amor e consideração.
Passamos por bons e maus bocados... Falta de dinheiro, minhas conquistas pessoais (todas), nosso carrinnho, frio enquanto eu estava na esquina e ele esperava-me no aguardo de "só mais um último cliente" para ir para casa.
O bom (as vezes) humor ficava por minha conta. E adorava como ele sempre ria de todas as minhas besteiras, era minha melhor platéia, meu melhor público!
Muito raro ficava bravo de verdade com algo que eu fazia, e se ficasse eu sabia sempre como contornar. Aliás, a causa de nossas brigas eram quase cem por cento de responsabilidade minha. Mas sabia a hora e o momento de retroceder, conhecia a linha do seu limite. E quando sabia estar realmente estrapolando, dava um passo atrás, baixava o tom, fazia um chamego (as vezes) e respirávamos juntos. Tudo ficava bem. Mas motivos variados, os quais já havia sinalisado por aqui, como meu desentendimento e implicância com o filho dele, a falta de desejo (das duas partes) e interesse de mudar esse quadro foram agravando a situação que agora resta insustentável.
Outra coisa é o lado sexual, como relatei no post sobre hormônios, como é complicado estar "a mil" e o (ou a) parceiro não acompanhar. O lado sexual não é o mais importante em um casamento, pelo menos pela minha ótica. Mas é sim importante pela questão da intimidade do casal, e até da cumplicidade.
Quando tomo hormônios, fico com a libido no céu, e sinto-me rejeitada pelo desinteresse do parceiro.
Mas acho normal depois de dez anos essa perda do desejo louco e urgente pelo corpo do outro. Afinal, não tem mais novidades para explorar, e até as posições já são "coreografadas" e seguem sempre à risca.
Mas o mais importante sim, é o amor (não somente o machoXfemea, sexo) mas o amor que cuida, que zela, o companheirismo, a cumplicidade e o respeito. Tudo isso creio ainda existir entre nós, mas em uma análise geral da questão e da relação, não seria o suficiente para fazer valer a pena para as duas partes, e só é bom quando é igual para os dois.
Sei que alguém igual será difícil aparecer em minha vida. Afinal, todos diziam "Cris, tu teve sorte"! Mas tenho sonhos, e sou guerreira. Não aceito menos do que eu mereço, e quero o Conto de Fábulas completo!
Quero amar, sentir o calor pelo corpo, o gelado na barriga, o tezão da novidade, casar na Igreja, adotar uma menina, ser amada!
Preciso renascer, preciso sentir-me viva, preciso tentar. Arrependimento? Já tive tantos; Seria mais um na estante. A vida é feita de erros e acertos, mas só errou quem fez algo, e não quero ficar estacionada, pelo medo de desacertos, lágrimas e fracassos.
Perder um homem nota dez não é prá qualquer uma não! Tem que ter atitude para encarar que tudo estaria bem, que se tem tudo para estar bem, mas que algo tanto te encomoda, e que é preciso uma ação. E esse sufocamento age como uma mordaça em minh'alma.
Porque tem que ser assim? Estou errada? Serei eu a maior (talvez única) prejudicada? Ele viverá sem mim? Como irei me manter? Morrerei sozinha? O que os amigos irão pensar? A familia dele dará uma festa? Minha familia me culpará eternamente? Serei feliz, se não tentar, e todo dia olhar com desprezo meu rosto com a máscara do fracasso e da derrota de quem vê a vida passar, e apenas suspira?
Pensa que muito não refleti sobre todas essas questões nesse ultimo mês, até chama-lo para conversar?
Pensa que estou feliz, me achando a melhor das criaturas, por ter coragem de mudar tudo, porque está "normal, tranquilo e monótono"? SIM, refleti muito, e ainda morro de medo do amanhã! E NÃO, não estou feliz por isso; apenas tenho orgulho de ser honesta comigo mesma e com quem tanto amo. Pois enquanto a maioria das pessoas que conheço resolveriam todas essas questões arrumando um amante para "apimentar" a relação, e empurrar o fim dessa relação mais para frente, prefiro honrar nosso compromisso de respeito, de que quando um dos dois não estivesse feliz ou satisfeito, conversaria com o outro. Já está provado que um relacionamento extra-conjugal 'desestressa' o convivio, e que a outra ou o outro são responsáveis por casamentos mais duradouros e "felizes", agindo como uma válvula de escape... Só que para mim não funciona dessa forma. Penso que o amor, aquele verdadeiro do qual falava antes, não permite coisas desse tipo. Não teria espaço em meu casamento para atitudes ou pensamentos assim. Pelo menos não de minha parte, e pelo que conheço o oposto, penso que também.
Lembro de quando sai de casa para viver e dividir a vida com ele, minha mãe e eu chorando, o carro lotado com minhas últimas coisas que restavam em casa, e olhava para trás com um misto de felicidade, tristeza, medo e esperança! Pois bem, penso que este turbilhão de sentidos está de volta. Agora mais adulta, vivida, independente por vezes, mas a mesma Cristyane. Não me perdí do que acredito.
Não vendi meus valores com meu corpo durante o tempo em que tive de me prostituir para ter uma situação mais confortável. Aliás, sempre disse que não vendia o corpo, vendia a fantasi da noite do cliente. Pois quem vende o corpo vira escrava sexual (só para esclarecer).
Agora, depois de ter minha casa, meu canto, minha vida independente, fazer o caminho de volta para a casa da mamãe... Mais uma coisa que me atemoriza.
Como sempre divido todas minhas coisas particulares por aqui, achei digno esclarecer com tanta riquesa de detalhes os acontecimentos. É tão bom e importante para mim, neste momento (mesmo que eu esteja só) saber que alguém lerá, que alguém se impota, que alguém ainda torçe pelo amor e pelo outro.
Não tenho vergonha de demonstrar meus sentimentos, sejam eles bons ou ruins. Quando amo digo AMO; quando odeio digo ODEIO! E dividir neste espaço entitulado Diário, é tão confortante por sí só...
Não sou melhor, não sou pior. Nem certa ou errada. Sou uma busca por meu EU.
Quando me encontrar. certamente este será o primeiro espaço que compartilharei a novidade.
Beijo grande e obrigadíssimo se voce teve paciência (e curiosidade) para ler tudo. Essa é a História de Cristyane Oliveira, ato cinco!
Que tempo bom, que não volta nunca mais...
As doces lembranças da infância, felizmente ficam para a vida inteira... Coisas, cheiros, frases, pessoas;
as vivências de um tempo de aprendizado e de fantasias. E pelo menos na fantasia, tudo é permitido!
Lembro de quase tudo da minha infância, alguns aconteciementos haviam se perdido em meu HD biológico após um trauma,, mas felizmente aos poucos fui lembrando, e tendo alguns reflexos de coisas que seriam uma pena permanecerem no esquecimento.
Como eu não saia muito de casa (como meu irmão que vivia na rua com os amigos, jogando futebol, pescando no Rio Uruguai), minha principal compania era a televisão.
Pudemos ter nossa primeira TV, eu tinha já uns oito anos, eu imagino, mas era um encanto.
Assistia aos canais em español, e gostava de ver "Señorita Maestra". Creio que até por isso, até hoje, quando vou assistir à um DVD sozinha, prefiro ve-lo em espanhol. Mas aos sábados, pela manhã ajudava minha mãe nas coisas da casa, para poder assistir Mulher Maravilha, a série que dava todas as manhãs, e as tardes (também de sábado), minha lembrança é de cheiro de pão assando no forno (todo sábado) e Chacrinha. Adorava ver o Fábio Júnior, e o Roberto Carlos, além da Elke Maravilha, claro!
E dia de semana, corria da escola até em casa para ver o Sítio do Pica-pau Amarelo! Muito bom recordar.
Não perdia, além da Mulher Maravilha, o seriado As Panteras! Queria ser a Sabrina (rsrs). Era o perfil feminino que eu conhecia, através de minha mãe (que não lutava e chutava), que é uma guerreira, e sempre foi a luta, buscando sempre de maneira digna, o que lhe negavam, por ser negra, separada e pobre... Mas a força que trazia em seu interior, enchia-nos de orgulho!
Depois que viemos para Porto Alegre, como ainda não tinhamos televisão, assistia mais era a programas adultos quando íamos à casa de minha amada Tia Nena. Ela era super fã da Hebe! E eu ficava louca de sono, mas assistia até o final... Era ainda o antigo SBT, mas para mim era a melhor emissora. Nos finais de semana, assistia ao Gugu no Viva a Noite só para ver a Roberta Close (divina) em sua melhor fase ao meu ver. E no domingo, novamente a Roberta geralmente estava em algun programa da casa.
Depois, minha mãe comprou uma TV e eu já pudia assistir em casa, e ganhei minha melhor amiga; a XuXa! E quem nunca tomou café da manhã c/a Xú? Esperava sempre que dava, mesmo as vezes ficando super frustrada, pois ela tinha frutas, presunto, etc; e no meu copo café preto e pão (quando tinha). Tempos dificeis, mas bons. Sonhava muito, e tinha esperanças de que um dia os sonhos virassem realidade! graças à Deus, a maioria dos sonhos e fantasias daquele tempo viraram realidade (pelo menos as que para mim eram mais importantes), não como nos contos de fada em que eu acreditava, mas em uma luta árdua, diária e de persistência. Pois não é fácil você fazer as pessoas te verem por fora como você se sente por dentro, pois os sentimentos infelizmente não podem ser vistos.
Na XuXa, assistia aos Smurfs (que é o motivo do post, pois agora que virou filme, e esta como brinde do Mac, trouxe-me as lembranças à tona. Adorava as aventuras dessa turminha tão igual (azul) e tão diversa em suas características e personalidades.
Amava a XuXa, chorava quando alguém falava algo dela, dormia no aeroporto para ve-la quando vinha fazer "Xou" ou a chegada do Papai Noel, etc.
Mas, enfim, todas essas lembranças, de alguma forma fazem parte de quem sou hoje. Da construção do que acredito e da pessoa que tento ser. Olhando para trás, penso que viveria quase tudo novamente, o que quer dizer que valeu a pena!
Beijos à tod@s!
Natal luz 2010
O Natal Luz de Gramado/RS estava lindo de viver... Mas sinceramente (não desejo mentir nunca neste diário) não estava tão lindo como no ano passado! Pelo menos foi a observação de minha cunhada, meu irmão, mamãe, meu marido e eu.
A iluminação da cidade, sem comentários; muito linda! Mas a decoração em sí deixou a desejar! Tinha muita decoração do ano anterior que foi somente recolocada e as novidades não atingiram as expectativas.
Mas é sempre uma viagem e um passeio especial. O charme europeu da Serra Gaúcha com a decoração natalina tem tudo a ver... As lojas estavam menos decoradas também, e a praçinha da entrada da cidade, que no ano passado estava lindamente enfeitada e recebeu uma "feirinha de Natal", este ano estava até em obras, com tapumes e enfeiando a entrada da Cidade Mágica do Natal.
Infelizmente não fomos no dia do desfile na rua também, teria naquela noite, no mesmo horário (21:30), o show das Águas dançantes, sei lá o que... penso que o desfile deveria ser realizado na rua na sexta, sábado e domingo, em horários alternativos à Fantástica Fábrica de Brinquedos do Papai Noel e as Águas Dançantes do caroço!
O defile na rua é algo Mágico! É uma Parada de Natal! Super emocionante e já faz valer a viajem.
Vamos ver o ano que vem... Este ano foi nota 8!
A iluminação da cidade, sem comentários; muito linda! Mas a decoração em sí deixou a desejar! Tinha muita decoração do ano anterior que foi somente recolocada e as novidades não atingiram as expectativas.
Mas é sempre uma viagem e um passeio especial. O charme europeu da Serra Gaúcha com a decoração natalina tem tudo a ver... As lojas estavam menos decoradas também, e a praçinha da entrada da cidade, que no ano passado estava lindamente enfeitada e recebeu uma "feirinha de Natal", este ano estava até em obras, com tapumes e enfeiando a entrada da Cidade Mágica do Natal.
Infelizmente não fomos no dia do desfile na rua também, teria naquela noite, no mesmo horário (21:30), o show das Águas dançantes, sei lá o que... penso que o desfile deveria ser realizado na rua na sexta, sábado e domingo, em horários alternativos à Fantástica Fábrica de Brinquedos do Papai Noel e as Águas Dançantes do caroço!
O defile na rua é algo Mágico! É uma Parada de Natal! Super emocionante e já faz valer a viajem.
Vamos ver o ano que vem... Este ano foi nota 8!
Roberta Close.
Hoje, (07 de dezembro) é o aniversário alguém que é a musa inspiradora de TODAS as transexuais com pelo menos 20 anos, ou que conheçam sua história e suas vitórias.
Eu, em minha infância (9 anos) ouvi falar de Roberta ao ver sua foto lindissima na revista Contigo! e fiquei encantada!!!
Lembro-me muito bem da fotografia, ela sentada, em um estudio tipo escritório e com suas madeixas volumosas e de um brilho intenso estratégicamente "jogados" todos para um lado... Jamis esqueci daquele dia. Pois ouvi uma conversa de "ela era homem..." "...mudou de sexo..." Dai pedi para ver a foto na revista para ver quem era.
Era para mim (até hoje) impossivel que tanta beleza, delicadeza e essências totalmente femininas, pudessem vir de alguém nascido sob o sexo masculino.
E a partir dai, todos os meses quando minha prima recebia a revista eu pedia para dar uma olhadinha, e procurava por Roberta.
Mas já nem precisava, pois era o auge de Roberta na mídia. Ela estava sempre no saudoso Viva a Noite e em alguns outros programas do SBT, principalmente que sempre deram espaço para a TRANSEXUAL MOR em seus programas.
Na TV, então, ficava boquiaberta acompanhando seus movimentos, suas jogadas de cabelos, sua voz, o tom de sua pele e sua imensa simpatia e carisma!
Roberta merecia toda a fama e espaço que havia conquistado. E assim, tornou-se minha 1ª musa.
Cito Vivian Proença, minha Musa (com M maiúsculo), e espero postar sobre ela, mas quando conseguir uma entrevista com a Musa, pois ela reside em Cruz Alta.
Hoje mais do que nunca, como diz minha amiga Welluma Brown, "Roberta é uma senhora!" Mantém seu charme e sua beleza intactos, mas sua elegancia e a maturidade (?) tornaram-na uma linda senhora; casada, realizada e feliz.
Toda a sorte, saúde e sucesso à Roberta!!!
Eu, em minha infância (9 anos) ouvi falar de Roberta ao ver sua foto lindissima na revista Contigo! e fiquei encantada!!!
Lembro-me muito bem da fotografia, ela sentada, em um estudio tipo escritório e com suas madeixas volumosas e de um brilho intenso estratégicamente "jogados" todos para um lado... Jamis esqueci daquele dia. Pois ouvi uma conversa de "ela era homem..." "...mudou de sexo..." Dai pedi para ver a foto na revista para ver quem era.
Era para mim (até hoje) impossivel que tanta beleza, delicadeza e essências totalmente femininas, pudessem vir de alguém nascido sob o sexo masculino.
E a partir dai, todos os meses quando minha prima recebia a revista eu pedia para dar uma olhadinha, e procurava por Roberta.
Mas já nem precisava, pois era o auge de Roberta na mídia. Ela estava sempre no saudoso Viva a Noite e em alguns outros programas do SBT, principalmente que sempre deram espaço para a TRANSEXUAL MOR em seus programas.
Na TV, então, ficava boquiaberta acompanhando seus movimentos, suas jogadas de cabelos, sua voz, o tom de sua pele e sua imensa simpatia e carisma!
Roberta merecia toda a fama e espaço que havia conquistado. E assim, tornou-se minha 1ª musa.
Cito Vivian Proença, minha Musa (com M maiúsculo), e espero postar sobre ela, mas quando conseguir uma entrevista com a Musa, pois ela reside em Cruz Alta.
Hoje mais do que nunca, como diz minha amiga Welluma Brown, "Roberta é uma senhora!" Mantém seu charme e sua beleza intactos, mas sua elegancia e a maturidade (?) tornaram-na uma linda senhora; casada, realizada e feliz.
Toda a sorte, saúde e sucesso à Roberta!!!
Amiga Fiel
Já tinha um certo tempo que eu não postava nada, justificando não ter assunto...
infelizmente agora tenho um; ruim... A perda de uma (penso até que a única) amiga fiel, a Laikinha, minha filha e cachorrinha de estimação, como costuma-se dizer.
Laika chegou em casa muito nova, creio que com dois meses. Uma pessoa chegou em nossa loja e comentou que na agropecuária da esquina havia uma cachorrinha para doar, que estava chorando muito. Creio até que ela comentou por saber o quanto gosto de cães, e na época não tinhamos nenhum.
Fui até lá "só para ver", contra a vontade de meu marido, que disse que não gostaria de ter uma cadela, ainda se fosse um cachorro...
Cheguei lá, e ela me olhou, balançou o rabinho e parou com os berros, os quais ouvia-se de longe.
O amor foi reciproco, e claro, levei-a comigo. Meu marido levou menos de uma hora para derreter-se com a nova filhinha.

Laika era minha companhia "a companheirinha da mãe", como eu costumava dizer. Tudo que eu fazia, lá estava a participação especial de Laika de Oliveira.
Quando eu resolvia tomar banho de sol, a pobresinha quase torrava, mas não me abandonava. rsrsrsrsrsrsrsrs Já fazia cinco anos que era assim, até que na tarde quarta-feira, dia 22 de setembro de 2010, acabou tragicamente essa história de amor e fidelidade, Laikinha foi atropelada e infelizmente morreu na hora.
Não havia ainda nesta vida experimentado uma dor e um sofrimento tão intensos, imaginei que não suportaria, tamanha a dor, tamanho o aperto no meu peito.
Foi questão de um descuido, enquanto meu marido botava o carro na garagem, e ela fugiu para a rua e tudo aconteceu. Eu nem vi, pois estava fazendo café, e estava tranquila, pois ela estava deitada, comendo um ossinho que ele havia trazido da agropecuária para ela... Sinto-me culpada, pois devia ter cuidado mais. Ela era de responsabilidade ninha, e falhei com minha melhor amiga... Essa dor parece que não acabará nunca mais. A menos que um dia sinta-me perdoada pela minha Laikinha, minha filhinha adorada.
Transexualidade na Infância: parece que estou revivendo algo!
Já havia pensado por vérias vezes neste post, mas sinceramente, tive muito receio de escreve-lo pela delicadeza da situação... Desde muito cedo, a muito tempo que noto comportamentos muito peculiares em meu sobrinho, que hoje tem sete anos.
Suas maneiras, suas preferências, suas duvidas e certezas, em tudo me recordam algo que por Deus, queria esquecer!
Tem um geito doce, delicado e algumas vezes totalmente feminino, por vezes uma certa tristeza no olhar, e uma "compulsão" exagerada por tudo que norteia o universo feminino: bolsas, pinturas, sapatos e bonecas, então!!!
E a cada vez que o vejo chorando e gritando deseperadamente por terem tomado-lhe uma boneca das mãos, sofro muito, pois esta lembrança ainda é tão viva na alma, que caem as casquinhas das feridas. Sofro em dobro, pelos dois.
Minha familia é regida por muito amor e respeito, mas também pelas "leis de Deus", por minha familia toda ser evangélica. E crêem que agora, com a fé e conhecimentos da Palavra e de seu uso, não aconteceria com ele o que aconteceu comigo, que se "naquele tempo" tivessem este conhecimento isso não teria acontecido.
É mesmo muito delicado. Pois temos a ignorância, a intolerância e o desrespeito pelo ser humano em desenvolvimento e formação, justificados (?) e erroneamente atrelados à fé, vontade e punição Divina.
Temo pelo desenrolar dessa história, pois não poderei ver um serzinho amado ser vitima de repressão e chantagem emocional, pois passei por isso, e sei no que dá.
Penso tanbém em como será no dia em que ele descobrir que a tia (eu) é transexual. Que nasceu menino e "virou" menina... Será que pensará -"se deu certo com ela, pode dar certo comigo"?
Pois certo dia ele chegou para mim (bem perto) e perguntou -"Tia Cris, eu sou mulher"? eu disse que não, claro. Dai ele novamente perguntou se era então menina, disse que le era menino ( lembrei de quando eu perguntava também, e do desapontamento que sentia quando diziam que eu era menino) Eu disse "tu é menino, não menina" Ele então respondeu "Mas eu vou ser".
Fiquei tão perplexa que a conversa terminou ali!
Então hoje, finalmente compartilho esta situação, e busco matérias sobre crianças transexuais e transexualidade na infância na internet, que possam ajudar, para uma futura e inevitável conversa com meu irmão e cunhada!
Temo sobre o futuro de meu sobrinho, e desde já friso que torço, espero, e peço à Deus que ele não seja trans, mas que se por acaso o seja, seja recebido e respeitado pelo o que é, por sua essencia pura e amável, por ser um ser humano, portanto criatura de Deus e por Ele amado, não importando sua orientação sexual!
Mais uma lembrança...
É impressionante como depois de muitos anos uma lembrança nos vem à cabeça com tanto frescor, que pareçe ter acontecido ontem o fato relembrado!
Hoje (do nada) lembrei do meu primeiro encontro.Senti novamente a sensação de êxtase e empolgação daquela noite. E olha que já se passaram dezoito anos...
Uma amiga muito querida tinha como melhores amigos à mim, e à ele, então como se fosse lógico, resolveu nos unir...
O rapaz não era lindo, era até meio sem graça (sabe o patinho feio?), mas sua educação e suas gentilezas compensavam!
Saimos a noite para beber algo, conversar e nos conhecermos . E ele me tratou de uma maneira como eu nunca havia sido tratada. Foi tanta gentileza, e sair comigo assim, em um bar cheio de gente... Pois ficar com um rapaz entre quatro paredes era normal, mas ninguém havia me chamado para sair assim, em público! Estava a própria contradição: empolgada e encabulada.
Passei o tempo todo imaginando quando ele iria me beijar,ou pedir para namorar comigo.
Mas somente ao chegar em casa (fez questão de deixar-me na porta) trocamos um beijo. Parecia mais ser "obrigação" de fim de encontro e não rolou quimica. Lógico!
Não passou do primeiro encontro, mas pelo menos rendeu a noite que ficou escondidinha na memória, e agora, sem mais, trouxe-me até um leve sorriso aos lábios...
Hoje (do nada) lembrei do meu primeiro encontro.Senti novamente a sensação de êxtase e empolgação daquela noite. E olha que já se passaram dezoito anos...
Uma amiga muito querida tinha como melhores amigos à mim, e à ele, então como se fosse lógico, resolveu nos unir...
O rapaz não era lindo, era até meio sem graça (sabe o patinho feio?), mas sua educação e suas gentilezas compensavam!
Saimos a noite para beber algo, conversar e nos conhecermos . E ele me tratou de uma maneira como eu nunca havia sido tratada. Foi tanta gentileza, e sair comigo assim, em um bar cheio de gente... Pois ficar com um rapaz entre quatro paredes era normal, mas ninguém havia me chamado para sair assim, em público! Estava a própria contradição: empolgada e encabulada.
Passei o tempo todo imaginando quando ele iria me beijar,ou pedir para namorar comigo.
Mas somente ao chegar em casa (fez questão de deixar-me na porta) trocamos um beijo. Parecia mais ser "obrigação" de fim de encontro e não rolou quimica. Lógico!
Não passou do primeiro encontro, mas pelo menos rendeu a noite que ficou escondidinha na memória, e agora, sem mais, trouxe-me até um leve sorriso aos lábios...
Dia dos namorados... A nessecidade de ter alguém.

Esta é uma data que sempre foi triste para mim, antes de encontrar minha cara-metade e me casar... Nem gostava de sair às ruas, pois via os casais felizes, e mais do que nunca, eles pareciam dizer-me: "Você jamais terá alguém", "Você não merece ter alguém" ou seja, "Você jamais será feliz". Pois sempre condicionei minha felicidade a eventos que acreditava serem importantes.
De forma errada, hoje eu sei, pensava que somente seria feliz após fazer a cirurgia de readequação, que só seria feliz após retificar meus documentos, que só seria feliz após casar-me legalmente... Mas antes disso tudo, desde muito cedo, inaginava que somente seria feliz de fato se encontrasse alguém que me amasse e me aeitasse do jeito que eu era... Independente de ser operada ou não, do nome que tivesse, enfim; que visse e se interessasse pela pessoa que realmente eu sou.
Tive felizmente esta sorte, pois conheci meu amor antes de todas as mudanças principais e mais importantes em minha vida e em meu corpo... Ele sempre esteve presente em todos estes momentos e sendo assim sabe da importancia de cada um deles em minha vida... Cada etapa desta construção que creio, é eterna, pela busca da Cristyane que quero ser.
Quando coloquei meu piercing, liguei para ele na hora... Estávamos namorando ainda. Depois, já casados, quando me operei, ao sair da sala cirurgica, ainda na maca e sonolenta da anestesia, vi ele e minha amada mamãezinha sentados na espera, com carinhas de preocupados (lágrimas rolaram) , quando fiz minha primeira tatuagem o arranhei todinho de dor (sentimos a dor juntos rsrsrsrsrsrs), quando me bombei (injeções de silicone líquido industrial nas nádegas) foi a mesma coisa... E nas tatuagens seguintes também (Ele nem quer mais ir comigo)!!! Quando coloquei as próteses de silicone nos seios, quando extraí um dente com cirurgia, quando chorei pela demora da troca do nome nos meus documentos,quando chorei pela conquista da troca do nome nos meus documentos; SEMPRE!!!
AMOR DA MINHA VIDA, este post é dedicado à você, meu eterno namorado, amigo, companheiro, amor! Que sempre está ao meu lado, mesmo quando eu grito para me deixar em paz, para me deixar sozinha. Que me traz tanta Alegria e Paz, Segurança e Esperanças, pelo simples fato de estar sempre presente em minha vida. Por quando tudo está dando errado, eu pensar que ao chegar em casa vou desabafar contigo e deitar a cabeça em teu ombro. E com tuas palavras de alento, tudo começará à parecer menos complicado novamente!!!
Obrigada, meu eterno namorado, por me escolher para entregar o teu amor!!!
Mulher Maravilha
De todas as fantasias e emoções da infância, a única que me emociona até hoje, e sempre parece novidade é a Mulher Maravilha! Digo que parece novidade pela emoção sempre de primeira vez, de novidade mesmo! Nunca perde seu encanto, e a magia de tudo o que representa em minha vida e na construção da mulher que sou...E para mim representa a mulher que mais me identifiquei, bela, vaidosa, elegante e sexy; mas não aquela mulher objeto. Bela e só. Inteligente, forte, lutadora e misteriosa. É pouco? Lembro do seriado que passava aos sábados quando eu tinha sete ou oito anos (e isso foi à quaze trinta anos atrás), que eu ajudva a mãe na limpeza da casa aos sábados, e ela dizia que se não fizesse minha parte não poderia assistir à Mulher Maravilha... Era prá já!!! rsrsrsrsrsrsrsrs
Como é bom lembrar. E quando, na internet encontrei no Google várias fotos e desenhos dela? Cada um era uma festa, e meu marido,como sempre companheiro, do lado festejando comigo. feliz por minha felicidade! Nem preciso (e nem conseguiria)expressar minha felicidade e realização ao vestir-me de W.W. pela primeira vez,no dia 25.10.09, na Parada Livre de Porto Alegre. Foi tudo ao contrário do que planejava e esperava, pois estava doente, cheguei super atrasada, pois pensava em nem ir...
Mas foi maravilhoso, um sonho tão lindo que aochegar em casa, nem queria tirar a roupa!!!
Fico triste pelo risco de ela cair no esquecimento, pois estava previsto o lançamento de seu filme à três anos atrás, e nem saiu da pré-produção (enquanto isso lançam cada lixo), não encontra-se mais artigos com sua imagem e a Mulher maravilha (Wonder Woman) é a heroína que melhor representa a mulher de verdade,com dignidade, até porque é sexy e nem sabe!!! rsrrsrrsrrsrsrs
A Transexualidade e a Escola:
A palavra do momento é BULLING, ou seja, intolerância que leva a constrangimentos, agressões e algumas vezes à extremos mais graves. E é geralmente praticado principalmente nas escolas, e contra alunos considerados "diferentes", por seus agressores. Seja um aluno obeso, negro, que "estuda demais", ou que tenha uma orientação sexual diferente da maioria.
E é super dificil estudar, concentrar-se e ter ânimo para estar todo dia em um lugar onde somos constantemente hostilizadas (os).
Sei disso porque já senti na pele, já passei por situações que me deixaram sem vontade e coragem de sair de casa, imagine de voltar à escola, lugar onde mais "APRENDIA" que era inadequada para a sociedade e para estudar. E naquele tempo não se falava em bulling, em diversidade sexual, -em transexualidade então- e eu nem sabia ao certo o que eu era!
Sabia (ou sentia) que não era menino, e menina também não, era tudo muito confuso...
Depois de tanto ser ofendida, agredida e humilhada, sai da escola de vez. Desisti de tentar.
Aceitei o lugar para onde tanto diziam ser o meu; a margem e às sobras da sociedade.
Hoje, felizmente caminhamos para mudanças muito positivas, as esferas competentes da educação, ao notarem da urgencia desse tema, tem buscado soluções e investido em ações de prevenção e tolerância, para assim favorecer e fomentar a união e entendimento fundamentados no principio do RESPEITO entre as pessoas. Vemos nos noticiários e na TV várias abordagens sobre o tema; mas tenho uma dúvida:
-Será que adianta mesmo o governo investir, os educadores trabalharem a questão e terem um certo comprometimento e engajamento por parte da maioria dos alunos; se na Mídia em geral (de forma bem mais explicita nos progamas humoristicos), ensina-se e mostra-se à estes mesmos alunos que o "normal", o certo é ridicularizar o gordo, o negro, a "bichinha", etc...?
Pois este é um caminho totalmente inverso ao que o filho fez no cartaz na escola! Ele desenhou pessoas de mãos dadas, e escreveu que não importam as diferenças; e à noite, o pai assiste ao Pânico na TV (programa filha da p...), e morre de rir quando jogam tinta ou tomates na travesti, quando chamam uma mulher gorda de baleia, bagulho, e dizem "num vô", e outras coisas piores que nem sei porque não dou audiêmcia para programas desta categoria (nenhuma).
Mas com as ações, programas e projetos de inclusão e acolhimento (além de leis como a do uso do nome social e uso do banheiro feminino), temos hoje cada vez menor o número de evasão escolar por parte de travestis e transexuais.
Saudade dói...

Gente, tenho sentido muito a falta de uma amiga querida, a Satiny Miranda!
É dificil lembrar de momento agradáveis e divertidos ao lado de quem gostamos,
e saber que eles não se repetirão mais. Dói muito mesmo.
Ainda mais tratando-se de uma pessoa tão jovem, alegre e com tantos planos
(mesmo que estes mudassem a cada dia rsrsrrsrsrs). Mas ouvir aquela voz,
sentir aquele perfume, ganhar aquele carinho, fica na lembrança eternizado e
alivia a tristeza da perda, para dizer o quanto é importante ter sua
amizade, e que é bom te-la por perto... Te amo, amiga Sá!
Carinho: Como é bom dar e receber!!!
Recebi uma cartinha, tão linda e tão emocionante, que não pude deixar de socializar. Até para "massagear" o meu ego, que está precisando...
Trata-se de uma carta de Nathália Cadore, estudande de História, Psicologia, e apaixonada por fotografia. Sendo assim, ela pensou em elaborar um trabalho em fotos que retratasse um dia na vida de uma transexual, registrando momentos que expressassem a sua visão sobre a vida e sua sexualidade e gênero. O que é ser mulher para esta transexual. Como se dava essa expressão.
E como já nos conheciamos, por motivo de certa vez eu ter participado de uma mesa sobre cidadania LGBT para os alunos dela na classe Alternativa Cidadã (que é uma matéria extra curricular), ela pensou em mim para ser sua personagem real para acompanhar por um dia.
Confesso que já participei de inúmeros trabalhos de conclusão de faculdade, teses, oficinas e entrevistas para escritores na faze de estruturação e pesquisa para um livro, mas poucas vezes tenho um retorno com tanto respeito, e nunca com o carinho da carta escrita de próprio punho por Nathália.
Essa menina, guria, como chamamos aqui no Sul, conseguiu registrar com sensibilidade muito de mim, mas principalmente, soube me "desvendar" nas conversas que tivemos, em meus objetos pessoais, em meu mundo em apenas um dia; no qual tive o privilégio de partilhar de sua agradável companhia!
Deixou-me tão à vontade que esquecía-me que estáva sendo observada. Quando lembrava, olhava em sua direção e encontrava um doce olhar de admiração e encantamento.
Hoje, depois de ter lido esta carta inúmeras vezes, me pergunto: admiraçaõ de quê? Encantamento por quê? Meu dia foi (e é) super comum, minha vida é comum, sou uma pessoa comum... Creio não ser merecedora de todo este carinho e esta admiração, mas que faz um bem imenso para a alma e para o ego, isso faz!!! Obrigada, Nathália, pelo carinho e respeito... Sempre que sentir que estou desistindo desta luta diária que é a busca pela Cidadania e Respeito, certamente lerei tua carta, pois lembrarei que há alguém que espera que eu continue "combatente".
Carta de Nathália

Olá, Cris,
Te envio algumas fotos que selecionei entre aquelas que tiramos. No CD estão todas digitalizadas.
Espero muito que goste das fotografias, que elas representem um pouco do universo que sigmifica a pessoa incrível que és.
Tu me ensinaste muitas coisas, e eu quero retribuir com este presente, que é simples mas do fundo do coração. Busquei captar com sensibilidade a tua delicadeza, alguns movimentos cotidianos, algo que refletisse um pouco sobre ti. Não para limitar-te, muito pelo contrário. Não podemos retratar tudo sobre alguém em uma foto... Mas podemos falar através das imagens sobre um gesto, um pensamento, uma palavra. Uma foto é um registro, que guarda do tempo um momento, um instante visto através da perspectiva de quem fotografou.
Esses são meus olhares sobre ti naquele dia- que não é igual à todos os dias da tua vida, nem à todos olhares possiveis. Mas é um momento com importância e significado particular.
Tu sempre valorizas o que é particular, o que é unico. E eu quis retratar momentos únicos e particulares sobre ti.
Quando eu disse que o mundo seria melhor se existissem mais Cristyanes Oliveiras por aí, eu estava falando sério: como seria bom se todos fossem tão abertos, compreensivos, combatentes, alegres e solidários como tu.
Admiro-te pelo que és, por tuas idéias, que transformam aos poucos o mundo e a realidade ao teu redor.
Obrigada pela receptividade, por abrir teu dia para mim.
Um grande abraço e um beijo para ti, pro Everton e pra familia bela de vocês.
Te desejo muitas alegrias e muito sucesso, tu mereces! Muitos sonhos e conquistas estão por vir.
Nathália
15/05/2010
Te envio algumas fotos que selecionei entre aquelas que tiramos. No CD estão todas digitalizadas.
Espero muito que goste das fotografias, que elas representem um pouco do universo que sigmifica a pessoa incrível que és.
Tu me ensinaste muitas coisas, e eu quero retribuir com este presente, que é simples mas do fundo do coração. Busquei captar com sensibilidade a tua delicadeza, alguns movimentos cotidianos, algo que refletisse um pouco sobre ti. Não para limitar-te, muito pelo contrário. Não podemos retratar tudo sobre alguém em uma foto... Mas podemos falar através das imagens sobre um gesto, um pensamento, uma palavra. Uma foto é um registro, que guarda do tempo um momento, um instante visto através da perspectiva de quem fotografou.
Esses são meus olhares sobre ti naquele dia- que não é igual à todos os dias da tua vida, nem à todos olhares possiveis. Mas é um momento com importância e significado particular.
Tu sempre valorizas o que é particular, o que é unico. E eu quis retratar momentos únicos e particulares sobre ti.
Quando eu disse que o mundo seria melhor se existissem mais Cristyanes Oliveiras por aí, eu estava falando sério: como seria bom se todos fossem tão abertos, compreensivos, combatentes, alegres e solidários como tu.
Admiro-te pelo que és, por tuas idéias, que transformam aos poucos o mundo e a realidade ao teu redor.
Obrigada pela receptividade, por abrir teu dia para mim.
Um grande abraço e um beijo para ti, pro Everton e pra familia bela de vocês.
Te desejo muitas alegrias e muito sucesso, tu mereces! Muitos sonhos e conquistas estão por vir.
Nathália
15/05/2010
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